Seca em rios europeus revela ‘pedra da fome’ com alertas para tempos difíceis

“Se
você me vir, chore”. “Nós choramos antes, choramos agora e você vai
chorar”. “Quem me viu, chorou. Quem me vê agora, vai chorar”. Essas
mensagens nada animadoras estão sendo vistas em pedras na Europa Central
nas últimas semanas, e remontam a tempos difíceis.
Chamadas
de “hunger stones”, ou “pedras da fome”, essas rochas que ficam sob
rios só ficam visíveis quando a seca baixa consideravelmente seu nível
de água. Segundo historiadores, elas se tornaram uma tradição em países
de tradição germânica, e servem para avisar que tempos difíceis estão
por vir.

A
falta de água tende a refletir em colheitas ruins. Com menos alimento
disponível, os preços sobem e a fome pode assolar famílias e regiões
inteiras. O rio com maior incidência de pedras da fome é o Elba, que
passa pela Tchéquia e Alemanha.
No
Elba, pedras que não era vistas desde 2003 já estão bem acima do nível
d’água. De acordo com os relatos da imprensa local, mais de uma dúzia de
pedras da fome podem ser vistas no curso do rio.
Algumas
acompanham a marcação dos anos em que estavam visíveis, e as mais
antigas apontam para o século 17. Há relatos de pedras ainda mais
antigas, com marcações do século 12, mas suas localizações não são
conhecidas para confirmar o fato.

O Rio Elba está com o nível de água mais baixo em mais de 50 anos,
e a seca tem revelado outros segredos submersos: ao menos 22 granadas,
minas e outros explosivos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial já
foram encontrados.









Todas as fotos via Wikimedia Commons /fonte via
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