Com boas doses de empatia, criatividade, estudo e dedicação, toda e qualquer profissão pode servir para realmente ajudar quem preci...

💜
2017

Arquiteto cria “parquinho” imersivo para sua filha e outras crianças autistas desenvolverem os sentidos

/
0 Comments


Com boas doses de empatia, criatividade, estudo e dedicação, toda e qualquer profissão pode servir para realmente ajudar quem precisa.

Quando descobriu que sua filha tinha autismo, o arquiteto, designer de computação e especialista e sistemas materiais Sean Ahlquist decidiu aplicar seus conhecimentos e seu trabalho para um propósito médico, que pudesse ajudar sua filha e tantas outras crianças como ela. Assim ele criou a pesquisa Social Sensory Architetcures, ou Arquitetura Sensorial Social.

Sensory7 

Dessa pesquisa nasceu o projeto Sensory [PLAYSCAPE], algo como um parquinho sensorial. Trata-se de uma espécie de grande brinquedo amorfo, consistindo em uma sinuosa estrutura de fibra de vidro, com grandes tecidos perfeitamente projetados e esticados presos nessa estrutura, com a qual a criança pode interagir.

O projeto foi feito por Sean, que é professor de arquitetura na Universidade de Michigan, junto com um grupo de pesquisadores de arquitetura, ciências da computação, música e medicina, a fim de criar um “ambiente responsivo sensorial têxtil”.

Sensory4 

Sensory3 

A estrutura funciona como uma grande tela interativa, com um software especial que dispara projeções e sons a partir dos movimentos e do toque da criança. Dependendo de como, quando ou com que intensidade a criança se move e interage com a estrutura, diferentes sonoridades e imagens são disparadas pelo Sensory. A ideia é estimular experiências que ajudem a melhorar as costumeiras dificuldades motoras que crianças com autismo costumam apresentar.

Sensory6 

Sensory5 

Ainda que o objetivo inicial de Sean sejam as crianças com autismo, ele acha que seu projeto pode também ajudar crianças e adolescentes com dificuldades emocionais, por também estimular a criatividade e as reações sensoriais como um todo (além do mais, quem experimentou garante que “brincar” na estrutura é divertido, para além de suas funções terapêuticas).

Ao confrontar os desafios e satisfazer demandas sensoriais, esperamos que as crianças alcancem um novo lugar de confiança e engajamento para que possam enfrentar a maior dificuldade do autismo: a interação social”, diz Sean. De forma simples e, ao mesmo tempo, mágica – e melhorando a vida de quem mais precisa – o futuro vem chegando.

 Sensory1
© fotos: divulgação


Nenhum comentário: