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Sabe aquelas listas de empregos que provavelmente vão deixar de existir no futuro porque os profissionais vão ser substituídos por...

Empregos que só existem para provar que a humanidade está perdida

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2017


Sabe aquelas listas de empregos que provavelmente vão deixar de existir no futuro porque os profissionais vão ser substituídos por máquinas? Esta lista que você está lendo não é nada disso. Ela mostra funções que não existiam até um tempo atrás e que hoje estão surgindo, mas que parecem muito estranhas. 

Vamos lá:

4. Organizador de mala para acampamento infantil



Alguns pais de Nova York estão contratando organizadores profissionais para montar as malas para os filhos passarem as férias de verão no acampamento. O mais impressionante dessa novidade é o preço que esses organizadores cobram: US$250 por hora, sendo que eles costumam gastar quatro horas para completar o serviço. Isso mesmo, US$1.000, ou R$3.150, para fazer a mala para uma criança passar uma semana brincando no meio da floresta.

3. Profissional para dormir de conchinha


 
Digamos que você esteja muito solitário e gostaria de ter contato humano, mas não tem nenhum parceiro por perto para dormir de conchinha. Você pode contratar alguém para deitar ao seu lado e passar horas abraçadinho, sem nenhum tipo de contato sexual. 

Quanto isso custa? No Japão, o preço é US$45 por hora. Por lá também é possível alugar um namorado para ser acompanhante em um filme no cinema ou em um jantar, por exemplo, também sem relações sexuais.

2. Artesão de palito de dentes


 
Existe uma empresa no Canadá chamada Daneson que é especializada em palitos de dentes artesanais. Uma caixinha com quatro tubinhos de palitos embebidos em uísque escocês, por exemplo, custa US$36. Cada tubinho contém 12 palitos, então o cliente leva para casa 48 palitos de dentes por este preço.
 

 

1. Fotógrafo de bumbum de hamster


 
Entre as várias especialidades de fotógrafos, uma extremamente singular é a de “fotógrafo de bumbum de hamster”. Uma paixão entre uma parcela dos japoneses é o hameketsu, que se traduz como “bumbum de hamster”. Existe uma demanda tão grande por esse tipo de imagem que livros inteiros já foram publicados com fotografias de traseiros de hamsters. 

Por isso, não se preocupe se o seu emprego estiver na lista de funções que devem ser extintas no futuro próximo; basta usar a imaginação para conquistar novos mercados. [Cracked, BBC, Digital Journal

Uma bolsa plástica que imita o útero foi usada para ajudar no desenvolvimento de cor...

Ovelhas prematuras terminam de se desenvolver em sacos que imitam o útero; veja

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2017


Uma bolsa plástica que imita o útero foi usada para ajudar no desenvolvimento de cordeiros que nasceram extremamente prematuros. O sistema poderá ser utilizado em fetos humanos em até cinco anos, segundo estimativas dos pesquisadores.

“Desenvolvemos um sistema que, de forma mais parecida possível, reproduz o ambiente do útero e substitui a função da placenta”, diz Alen Flake, o pesquisador principal do sistema e médico do Hospital Infantil da Filadélfia (EUA).

O sistema já foi desenvolvido pensando em bebês humanos. Nascer extremamente prematuro é uma das principais causas de mortes em bebês. Quem nasce entre 22 e 24 semanas de gestação, ao invés das 40 esperadas, tem apenas 10% de chance de sobreviver, explica Flake.Aqueles que sobrevivem, além de serem vulneráveis a infecções nas incubadoras, ainda têm grandes chances de terem problemas de visão e audição. “Eles têm órgãos muito imaturos. Simplesmente não estão prontos para nascer”, diz o médico.

Bolsa de fluidos

O sistema de bolsa de fluidos semelhantes aos encontrados dentro da placenta oferece um ambiente protegido de infecções. Já no lugar da própria placenta, que leva oxigênio e outras substâncias ao feto, os pesquisadores conectaram aparelhos de oxigenação ligados ao cordão umbilical do cordeiro.
Ao invés de bombear oxigênio para os fetos, os cientistas desenvolveram uma técnica que usa os próprios batimentos cardíacos do filhote para movimentar o sangue no equipamento. Eles esperam que este sistema de oxigenação seja menos prejudicial aos bebês do que os usados atualmente em incubadoras, que podem danificar os pulmões dos prematuros.

Experimento


 
Nos testes com o sistema, a equipe usou oito cordeiros entre 15 a 17 semanas de gestação, sendo que a gestação normal da espécie é de 21 semanas. Eles foram então removidos por cesariana, colocados nas bolsas, conectados aos oxigenadores e monitorados de perto.

Os fetos foram mantidos nas bolsas por até quatro semanas. A maioria deles então passou por eutanásia e foi examinada. Todos os fetos tinham desenvolvimento saudável, sem anormalidades no cérebro ou pulmão.

Alguns dos fetos “nasceram”. Eles foram removidos das bolsas e criados na mamadeira. O mais velho deles tem hoje um ano de vida, e está bem, segundo a equipe.

Agora os pesquisadores estão trabalhando com o FDA (Food and Drug Administration dos EUA) para desenvolver uma versão do aparelho para bebês extremamente prematuros. O objetivo é utilizar a técnica em fetos de 24 semanas, para que se desenvolvam até a semana 28, quando as chances de sobrevivência são maiores.

O pesquisador Mark Turner, da Universidade de Liverpool (Reino Unido) alerta que qualquer novo tratamento envolvendo prematuros deve ser muito bem estudado antes de teste em humanos. “Tenho preocupações sobre como ajustar os detalhes”, diz ele.

Na década de 1960, por exemplo, bebês recebiam muito oxigênio, o que prejudica a formação de vasos sanguíneos. Em alguns casos, a retina acabava se separando do fundo do olho. “Milhares de crianças ficaram cegas por causa disso, incluindo Stevie Wonder”, lembra ele.

Design diferente

Flake espera desenvolver um equipamento um pouco diferente do testado em ovelhas para os bebês humanos. “Não quero que isso seja visto como fetos em bolsas penduradas na parede”, aponta ele. O objetivo é que o aparelho tenha um visual parecido com uma incubadora, com uma capa e um interior escuro.

Ele também pretende criar um aparelho que permita aos pais se comunicarem com o bebê e vê-lo através de uma câmera. Esta interação é muito importante, já que ter um bebê prematuro é extremamente estressante para os pais, e o ideal para o bebê é continuar ouvindo a voz dos pais. [NewScientists]

São Paulo tem incontáveis opções de lazer noturno. A capital paulista é tão festeira que agora tem até bar subterrâneo! E fica num ...

Bar no subsolo em SP agita o mês de maio com festas para todos os gostos

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2017


São Paulo tem incontáveis opções de lazer noturno. A capital paulista é tão festeira que agora tem até bar subterrâneo! E fica num lugar para lá de especial da cidade: o subsolo do Theatro Municipal.

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O Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, que administra o espaço, conhecido como Salão dos Arcos, anunciou o plano de criar o bar no ano passado, empolgando muita gente. O Grupo Vegas, do empresário Facundo Guerra, foi o escolhido para administrar o local, que acaba de abrir as portas.

Com experiência no entretenimento paulistano, envolvido em projetos como Riviera Bar, Cine Joia e Mirante 9 Julho, Facundo criou um bar e restaurante com palco para shows de jazz, sofás, balcões espalhados pelos 340 m² do Salão. E o mês de inauguração será celebrado com vários eventos– com entrada gratuita!

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Em parceria com a Campari, foi criada a Red Experience, série de ocupações imersivas, performances artísticas, exposições fotográficas e apresentações de DJs. São sete datas no mês de maio (dias 4, 6, 11, 12, 13, 16 e 18), com entrada grátis, mas limitada: apenas quem se inscrever por e-mail e receber a confirmação estará na lista.

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A programação está sendo divulgada aos poucos, através da página da Campari no Facebook. Nos eventos, além de listar as atrações de cada data, são publicadas as informações para quem quiser comparecer.

Para quem quiser conhecer o Salão dos Arcos e a exposição fotográfica de Sérgio Coimbra, mas dispensa a badalação noturna, visitas guiadas serão disponibilizadas de Terça-feira a sexta-feira às 11h, 15h e 17h, e aos sábados às 11h, 12h, 14h e 15h. Neste caso, não é preciso se inscrever: basta entrar na fila por ordem de chegada.

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Todas as fotos © Salão dos Arcos

Uma menina incapaz de falar ou andar corretamente foi encontrada em uma floresta no Santuário de Vida Selvagem Katarniaghat, em Bahrai...

Menina selvagem é encontrada com macacos em uma floresta na Índia

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2017

Uma menina incapaz de falar ou andar corretamente foi encontrada em uma floresta no Santuário de Vida Selvagem Katarniaghat, em Bahraich, no norte da Índia.Ela tem apenas oito anos de idade, e até agora ninguém conseguiu identificar seu nome ou sua família.A garota, descoberta ao lado de três macacos por guardas durante uma patrulha de rotina, guinchou junto com os animais quando foi descoberta. Porém, não está claro se ela estava vivendo com os primatas ou não.

“Ela estava com muito medo de nós, não podia falar ou ouvir-nos corretamente”, disse o guarda Ram Avtar Singh, em um comunicado. “Ela tinha feridas em seu corpo, especificamente em seu cotovelo e em sua perna. Ela estava usando roupas, mas não muito sujas, parecia ter sido abandonada por sua família”.

Tratamento

A menina estava fraca e com muita fome quando foi encontrada. Ela está sendo tratada no hospital distrital de Bahraich há dois meses.Incapaz de entender o dialeto local, a indiana muitas vezes fica violenta quando estão cuidando dela. 


“Quando ela foi admitida aqui, estava sofrendo de desnutrição. Ela fica com raiva às vezes e nós temos que acalmá-la, tem sido difícil lidar com ela”, explicou o médico Dinesh Singh, em um comunicado.O Dr. Singh disse que a garota “agora caminha como um ser humano”, mas já tentou fugir do hospital. Atualmente, aprendeu a comer sozinha, mas não de um prato – somente com a mão.

Mistério

Uma vez que a menina tiver feito bastante progresso, será colocada aos cuidados do departamento de proteção à criança do governo indiano, que decidirá seu futuro.Contos de crianças selvagens são geralmente controversos, com muitas histórias exageradas circulando sem evidências por aí.
Exatamente o que aconteceu a essa pobre menina é algo que podemos nunca descobrir. 

[IFLS]

Um elefante conseguiu escapar das maxilas de um crocodilo esta semana no Parque Nacional de Liwonde, na República do Malawi, após se...

Crocodilo faz cabo de guerra com a tromba de um elefante

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2017


Um elefante conseguiu escapar das maxilas de um crocodilo esta semana no Parque Nacional de Liwonde, na República do Malawi, após ser pego totalmente de surpresa.O espectador Alexander Makanga conseguiu capturar toda a batalha em vídeo, durante um safári fluvial.

Cabo de guerra

O pequeno elefante estava próximo do rio bebendo água, quando, de repente, o crocodilo agarrou sua tromba.A cena que se segue é um cabo de guerra caótico. Como você pode imaginar, o barulho de um rebanho de elefantes confrontando um crocodilo é horrível.Com um golpe de sorte e uma ajudinha de um adulto maior, o final foi feliz para o pequeno elefante: ele pode se livrar dos dentes do réptil. 



[IFLS]

Com boas doses de empatia, criatividade, estudo e dedicação, toda e qualquer profissão pode servir para realmente ajudar quem preci...

Arquiteto cria “parquinho” imersivo para sua filha e outras crianças autistas desenvolverem os sentidos

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2017


Com boas doses de empatia, criatividade, estudo e dedicação, toda e qualquer profissão pode servir para realmente ajudar quem precisa.

Quando descobriu que sua filha tinha autismo, o arquiteto, designer de computação e especialista e sistemas materiais Sean Ahlquist decidiu aplicar seus conhecimentos e seu trabalho para um propósito médico, que pudesse ajudar sua filha e tantas outras crianças como ela. Assim ele criou a pesquisa Social Sensory Architetcures, ou Arquitetura Sensorial Social.

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Dessa pesquisa nasceu o projeto Sensory [PLAYSCAPE], algo como um parquinho sensorial. Trata-se de uma espécie de grande brinquedo amorfo, consistindo em uma sinuosa estrutura de fibra de vidro, com grandes tecidos perfeitamente projetados e esticados presos nessa estrutura, com a qual a criança pode interagir.

O projeto foi feito por Sean, que é professor de arquitetura na Universidade de Michigan, junto com um grupo de pesquisadores de arquitetura, ciências da computação, música e medicina, a fim de criar um “ambiente responsivo sensorial têxtil”.

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A estrutura funciona como uma grande tela interativa, com um software especial que dispara projeções e sons a partir dos movimentos e do toque da criança. Dependendo de como, quando ou com que intensidade a criança se move e interage com a estrutura, diferentes sonoridades e imagens são disparadas pelo Sensory. A ideia é estimular experiências que ajudem a melhorar as costumeiras dificuldades motoras que crianças com autismo costumam apresentar.

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Ainda que o objetivo inicial de Sean sejam as crianças com autismo, ele acha que seu projeto pode também ajudar crianças e adolescentes com dificuldades emocionais, por também estimular a criatividade e as reações sensoriais como um todo (além do mais, quem experimentou garante que “brincar” na estrutura é divertido, para além de suas funções terapêuticas).

Ao confrontar os desafios e satisfazer demandas sensoriais, esperamos que as crianças alcancem um novo lugar de confiança e engajamento para que possam enfrentar a maior dificuldade do autismo: a interação social”, diz Sean. De forma simples e, ao mesmo tempo, mágica – e melhorando a vida de quem mais precisa – o futuro vem chegando.

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© fotos: divulgação

A história de Anne-Marie Cockburn, de 45 anos, e sua filha, Martha Fernback, é uma trágica e contundente ilustração da importância d...

A luta pela legalização das drogas de uma mãe que perdeu a filha de 15 anos por overdose

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2017


A história de Anne-Marie Cockburn, de 45 anos, e sua filha, Martha Fernback, é uma trágica e contundente ilustração da importância da legalização e regulação das drogas. Martha tinha 15 anos quando sofreu uma severa overdose de ecstasy, em 2013, que a levou à morte em poucas horas – e quem defende a legalização nessa história é a própria mãe, Anne-Marie.

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Martha já havia tomado ecstasy outras vezes e sua mãe, quando soube, de forma assustada simplesmente disse à filha que não mais tomasse. Martha – que cresceu em uma família perfeitamente padrão -, no entanto, decidiu por tomar a droga mais uma vez. Por falta de regulação e informação, Martha acabou ingerindo uma dose muito alta e pura da droga em pó – o suficiente para ser dividido com mais de 5 pessoas – e acabou sofrendo uma overdose fatal.

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Anne-Marie garante que, antes de perder sua filha, sequer pensava que a questão da legalização e regulamentação das drogas pudesse afetar sua família – e que teve de aprender da forma mais difícil possível. A mãe contou, em entrevista à BBC, que acredita que ainda tivesse a filha por perto caso ela tivesse obtido informações como ingredientes e dosagens, evitando assim a toma de uma dose para entre 5 a 10 pessoas.

Assim que a filha faleceu, Anne-Marie checou o histórico de buscas de sua filha no Google, e descobriu que a menina havia procurado por maneiras seguras de tomar a droga – indicando que de fato Martha acabou morrendo justamente por falta de regulamentação e informação.

A mãe afirma que perdoou o traficante, que permaneceu preso por 18 meses, e que é preciso que os pais sejam realistas sobre o mundo de hoje e o comportamento em geral, para que não acabem na mesma posição que ela.

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Nenhum pai quer imaginar seu filho usando drogas, mas muitos deles o farão de qualquer forma. Se minha filha tivesse tomado algo legalmente regulado, no lugar de uma substância controlada por uma gangue, acredito que ela estaria ainda entre nós. Quero que as drogas sejam liberadas para maiores de 18 anos, o que significará que elas serão licenciadas com informações. Assim, mesmo que tais substâncias caiam nas mãos de menores, eles estarão mais seguros do que hoje são”.

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Anne-Marie escreveu um livro sobre o tema, e mantém um site com informações sobre tais questões.

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© fotos: arquivo pessoal

Em 1997, o fim do século e o fim do milênio pareciam sugerir que tudo estava prestes a terminar – até mesmo o rock e a música pop...

20 anos de OK Computer, do Radiohead, obra-prima que segue atual e agora é relançada em edição de luxo

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2017



Em 1997, o fim do século e o fim do milênio pareciam sugerir que tudo estava prestes a terminar – até mesmo o rock e a música pop, que ao longo dos 50 anos anteriores se afirmaram com tanta força que nos deram a impressão de que seriam eternos.


Mas nada é eterno e nada permaneceria em seu velho lugar – e nosso amado século XX carecia de uma despedida musical à sua altura. No hiato entre a morte de Kurt Cobain – o último grande herói do rock – e o apagar de luzes do britpop na Inglaterra, foi que a banda inglesa Radiohead aceitou a tarefa de ninar em canção o velório de um século. Num mesmo gesto, OK Computer, a obra-prima da banda, abriu a porta do século por vir e bateu com força a porta da época que ficava para trás.

Rock Band Radiohead
Radiohead em 1997, na época do lançamento do disco 

20 anos se passaram desde o lançamento deste que pode ser considerado o último disco que realmente importou na história do rock, e agora OK Computer será relançado e comemorado em edição de luxo. Cantando a alienação e a falência de todos os projetos que significaram nossas ideias e ideais até então – misturando ainda discretamente as influências eletrônicas (que viriam a dividir a atenção estética da banda dali em diante) com guitarras supersônicas e distorções apocalípticas de uma grande banda de rock – OK Computer acabou por se tornar a maior afirmação artística de uma banda que até então havia colecionado alguns tímidos sucessos, numa era em que o domínio da música alternativa, ao longo da década de 1990, começava a minguar de vez.

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O tipo de sucesso alcançado com OK Computer é também um sintoma de época, algo que hoje não só parece impossível, como de certa forma perdeu seu sentido, deixou de existir, feito uma miragem do passado: o sucesso comercial que se afirma em cima do sucesso de crítica.

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O vocalista Thom Yorke

Tendo vendido mais de 5 milhões de cópias, o disco foi, antes de tudo, reconhecido quase que instantaneamente como um marco – elevando o Radiohead à condição de se tornar, como disse seu vocalista Thom Yorke, “uma dessas bandas para alguém… Como The Smiths ou REM, que imprimem algo em nossos corações, e se tornam um motivo para se seguir em frente”.

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The Smiths, uma das bandas que influenciaram o Radiohead

Sim, o Radiohead se tornava uma dessas bandas inspiradoras, maiores do que a vida, do que o mercado fonográfico, do que as transformações tecnológicas, do que as intempéries comerciais – título que hoje solitariamente carregam, como provavelmente a mais importante banda de rock em atividade no mundo.

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A violenta sonoridade das guitarras de Jonny Greenwood é determinante na estética do disco

Se a internet viria pra acabar com qualquer ideia duradoura e aurática do que entendíamos simbolicamente como um “disco de rock”, o Radiohead foi o canto do cisne desse ícone cultural que tanto moldou as juventudes e cabeças do passado, lançando OK Computer como justamente um ponto de virada – uma despedida certeira em um disco ainda eterno e a ser ouvido pelas próximas gerações como se tivesse sido lançado ontem.

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Era, ao mesmo tempo, um clássico disco de art-rock, ou art-pop (desses que elevam um álbum a muito além da mera reunião de canções atuais de um artista, como uma obra de arte complexa e plural, capaz de revelar e significar, de forma inclemente e sem dó, sua própria época e as épocas por virem), e um trabalho que parecia sugerir, numa mesma tacada, o fim e o futuro do rock. Senão o fim do rock, ao menos o fim da ideia de discos se tornarem eventos “históricos” – e seguimos esperando um disco que contrarie esse decreto.

Desde OK Computer, porém, nenhum chegou sequer perto – nem Strokes, Arcade Fire, White Stripes ou Franz Ferdinand.

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Já no disco anterior, The Bends, a banda indicava que não construiria sua carreira em cima do sucesso de “Creep”, hit deliciosamente pop (que já sugeria a melancolia apocalíptica que definiria o espírito do que viria nos próximos discos, mas ainda com a timidez e a simplicidade de um adolescente raivoso).

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A banda então mergulharia em instrospecção, rumo a extremos no uso de guitarras, arranjos não usuais e na colocação vocal de Thom Yorke, indo da doçura à fúria rascante em poucos compassos para criar sua obra-prima.

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Radiohead, na época do The Bends

O caminho para OK Computer estava secretamente trilhado. Quando o primeiro single anunciando o disco foi lançado, porém, ficou claro que ninguém estava pronto para o que viria: “Paranoid Android“, um épico distópico e futurista, com 6 minutos e meio de duração, parecia ao mesmo tempo a canção menos comercial a procurar o sucesso, e uma criação fadada a se tornar um clássico instantâneo.

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Capa do compacto de ‘Paranoid Android’

Quando eu for rei, você será o primeiro contra o muro/ Com suas opiniões que não possuem consequência alguma/ O que é aquilo?” pergunta Yorke, nos capturando pelas vísceras da dura sensação de reconhecimento que certos discos nos oferecem – feito fossem espelhos daquilo que não nos orgulhamos ou mesmo desejamos em nós, mas que não podemos não ver.

Da mesma forma que The Bends abriu o caminho, as letras estranhas e abstratas, a densidade sonora, a riqueza de detalhes atmosféricos, as dissonâncias harmônicas, as melodias sombrias e originais de OK Computer fundaram o espaço para o que o Radiohead viria a fazer subsequentemente – sempre migrando entre o eletrônico e o rock, o experimental e o pop, o político e o abstrato, como uma banda que se torna ela própria um estilo musical autônomo, sem precisar nem poder estar atrelada um rótulo ou definição.

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Jonny Greenwood e Thom Yorke 

Outra marca de época em OK Computer – que hoje tem em sua impossibilidade o sinal dos tempos que vivemos – é a ideia de um disco que, ao subverter as noções do que se esperava de uma banda, ou mesmo de como um disco deve soar e falar para se tornar um sucesso, consegue por isso alcançar o reconhecimento e as paradas de sucesso. “A ambição faz você parecer horrível”, eles cantam, para em seguida decretarem em ironia a máxima das distopias: “o pânico, o vômito, deus ama suas crianças” – e deixarem as guitarras de Johnny Greenwood e Ed O’Brien ditarem o tom explosivo e catártico que destrói qualquer inércia melancólica em mil pedaços.

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O’Brien e Greenwood

Os videoclipes de “Paranoid Android”, “Karma Police” e principalmente “No Surprises” – uma obra-prima tanto em sua simplicidade quanto no impacto e no diálogo visual com o clima e a letra da canção – confirmaram que aquela até então estranha banda havia se tornado um monstro capaz de destruir cidades e estruturas que jamais poderia ser contido.




A sequência de discos imediatamente posteriores – Kid A, Amnesiac, Hail To The Thief e In Rainbows – posicionariam a banda no solitário post de apontar “futuros” para a música popular, organizar e revelar espíritos de época diversos, e definiram o Radiohead como a última das bandas que importam no cenário de rock mundial – uma banda que garantiria a última vaga no olimpo do estilo, ao lado de imortais como Beatles, Stones, Queen, Pink Floyd, Clash e Nirvana, entre (poucos) outros.

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Capa do disco Hail To The Thief

De 1997 pra cá outros estilos tomaram pra si a possibilidade, antes exclusiva das bandas de rock, de um álbum impactar e transformar a vida de quem o ouve, sua época e o sentido da própria indústria cultural de forma ampla e geral – Back to Black, de Amy Winehouse, e Lemonade, de Beyoncé, comprovam tal expansão – alcançando sucesso de crítica e de público.

Os tempos deixaram de ser afeitos a elevação de cantores e compositores à condição de heróis, deuses, poetas e profetas detentores da verdade, do caminho e do espelho que usamos para nos identificarmos como nós mesmos.

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Thom Yorke hoje em dia

O que parece não mudar (ou assim nós esperamos) é que sempre haverá – mesmo que isso exija um tempo maior do que nossa ansiedade e sede de novidade possa cobrar – um artista capaz de conjugar coragem, audácia, talento e corações em fúria para criar algo novo, inteligente, indo além do que esperam os ouvidos adestrados de sua época.

Passadas duas décadas, OK Computer será relançado em uma edição de luxo remasterizada, batizada de OKNOTOK, incluindo três faixas jamais lançadas (“I Promise”, “Lift” e “Man of War”) e oito outras canções já lançadas incluídas. A edição pode ser adquirida como um CD duplo, um vinil triplo, e junto pode trazer uma fita cassete (com sessões de arquivo e demos do disco), além de um livro com artes jamais lançadas, e um caderno de anotações impresso com as escritas de Thom Yorke da época.

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OKNOTOK, edição comemorativa de luxo pelos 20 anos do disco 

De toda forma, sentimentos como a paranoia, perseguição, o lado obscuro e retrógrado que o excesso de tecnologia pode nos trazer, a onipresença da mídia como regulador de nossos medos e desejos, tudo isso permanece aceso e assombroso, mesmo 20 anos depois. A atemporalidade costuma ser uma exigência para um disco se tornar histórico, e hoje reconhecer OK Computer como não só parte da história principal do rock e do pop, mas como um documento de época e um rico comentário poético e sonoro a respeito da realidade em que vivemos é o mínimo a se dizer sobre esse disco – o último de seu tipo, um registro de quando uma banda consegue driblar os pormenores da indústria o suficiente para criar uma obra de arte, e falar diretamente para e sobre seu tempo, indo, assim, justamente além desse mesmo tempo que ele retrata.

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© fotos: divulgação