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Infelizmente, para algumas pessoas a velhice pode ser bastante solitária. Cada um encontra sua própria maneira de lutar contra ela, mas es...

Casal de idosos se desafia diariamente no Mario Kart para decidir quem fará o chá

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2019
Infelizmente, para algumas pessoas a velhice pode ser bastante solitária. Cada um encontra sua própria maneira de lutar contra ela, mas este casal, definitivamente supera todas as expectativas. Ir ao parque, jogar carteado ou assistir um filme na televisão é coisa do passado para eles, que se desafiam todos os dias no Mario Kart, um dos jogos mais icônicos da história do videogame.

casal desafio mario kart 1

Desde 2001 o desafio faz parte da rotina dos idosos, onde quem perde precisa preparar o chá. O Nintendo 64 foi o presente de Natal que eles ofereceram ao filho – Louis Bork, em 1999. Porém, o brinquedo acabou sendo deixado de lado conforme o filho ia crescendo e, pouco a pouco, acabou sendo incorporado na vida deste casal inspirador.

casal desafio mario kart 2
Louis – fotógrafo e cineasta, diz que a prática é tanta, que eles já conhecem todos os truques e macetes da corrida de kart, porém, para evitar brigas combinaram de não usá-los. Todos os dias, religiosamente, eles jogam uma partida no modo corrida e uma ‘melhor de três’ no modo batalha. Que ideia genial!

Foto 1: Louis Bork

Foto 2: We Heart It

  Passado o período de festas e aquela correria clássica que costuma ser igual todos os anos, conseguimos finalmente fazer um verdadeir...

Brasil tem mais duas espécies de pássaros extintas em 2018

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2019
 pássaros brasileiros extintos 3

Passado o período de festas e aquela correria clássica que costuma ser igual todos os anos, conseguimos finalmente fazer um verdadeiro inventário do que 2018 representou em nossas vidas. Se para algumas pessoas ele foi bom, mas para outras nem tanto, para o meio ambiente as notícias não são nada boas. Duas espécies de pássaros – gritador-do-nordeste e limpa-folha-do-nordeste, infelizmente já não existem mais.

pássaros brasileiros extintos 1
limpa-folha-do-nordeste
Esta foi a conclusão que o grupo de conservação BirdLife International chegou, ao apontar que a extinção dos animais nos dias de hoje acontece até mil vezes mais rápida do que a taxa natural de mortes. Depois de passarem meses procurando indivíduos da mesma espécie, notaram que estes pássaros, naturais de Alagoas e Pernambuco, realmente foram extintos.

pássaros brasileiros extintos 2
Gritador-do-nordeste
O culpado? O homem. É que o habitat natural destas espécies foi totalmente destruído. O estudo ainda indicou quais são as espécies mais ameaçadas de extinção no momento pelo mundo. Entre eles, estão o boto-do-pacífico, o rinoceronte-branco e diversas espécies de insetos.
Estes últimos, estão sendo cada vez mais afetados pelas mudanças climáticas, representando um desafio para a humanidade, já que todos os animais possuem um papel importante e fundamental na cadeia alimentar.
pássaros brasileiros extintos 3
Rinoceronte-branco ou rinoceronte de lábios quadrados
Foto 1: Ciro Albano / NE Brazil Birding
Foto 2: Cryptic Treehunter Illustration / HBW

Foto 3: Flickr / Creative Commons

Mulheres indianas protagonizaram uma cena de coragem e inspiração. Em nome da igualdade , elas formaram uma barreira humana de 620 km.  ...

Pelo direito de entrar em templo, mulheres indianas formam barreira humana de 620 km

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2019
Mulheres indianas protagonizaram uma cena de coragem e inspiração. Em nome da igualdade, elas formaram uma barreira humana de 620 km. 

A manifestação acontece por causa das represálias sofridas depois delas terem entrado em um templo que por séculos esteve banido ao sexo feminino. O protesto ocorreu em Kerala, no sudeste da Índia.
Bindu e Karnaka Dung entraram em um templo hindu de Sabarimala. Quando souberam da visita, religiosos ‘purificaram’ o lugar, anunciando que ele permaneceria fechado por dois dias, em protesto com a atitude da dupla.

Em nome da diversidade e contra o machismo

A entrada de mulheres em idade reprodutiva ao templo é uma postura adotada há séculos. Apenas maiores de 50 anos podem permanecer dentro do espaço de culto à divindade conhecida como Lord Ayyappa, um celibatário. Bindu e Karnaka possuem 40 anos. 

A proibição é motivada pela crença de que mulheres podem colocar a divindade em tentação. O banimento chegou a ser revisto pela Suprema Corte da Índia, o que provocou a revolta de setores conservadores

No últimos três meses, cresceram o número de confrontos por causa da decisão. As mulheres, por sua vez, tentam exercer o direito reconhecido pelo judiciário indiano.
Foto: Reprodução

Recibo da troca de 30 cabras, de 3.200 aC Como a escrita foi inventada? Essa pergunta tem pelo menos quatro respostas. Isso porq...

As (quatro) origens da escrita

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2019
Recibo da troca de 30 cabras, de 3.200 aC
Como a escrita foi inventada?

Essa pergunta tem pelo menos quatro respostas.
Isso porque a escrita foi inventada independentemente pelo menos quatro vezes na história humana: na antiga Mesopotâmia, no Egito, na China e na Mesoamérica.

Os sistemas dessas civilizações são considerados intocados, ou desenvolvidos a partir do zero por sociedades sem exposição a outras culturas letradas.
 
Todos os outros sistemas de escrita foram provavelmente modelados a partir destes quatro, ou pelo menos de suas ideias.

O mais antigo texto conhecido

Cerca de 5 mil anos atrás, 30 cabras trocaram de mãos entre sumérios. Para registrar a transação, um recibo foi esculpido em um pedaço de argila de aproximadamente o tamanho de um post-it.
Sinais geométricos simples representavam o gado e o fornecedor. Círculos e semicírculos denotavam a quantidade trocada.

Imagine como essas pessoas ficariam surpresas ao saber que seu recibo está agora exibido em um museu como um dos primeiros textos do mais antigo sistema de escrita conhecido, o cuneiforme da 
Mesopotâmia, desenvolvido por volta de 3.200 aC na área do atual Iraque.

Como a maioria dos registros sobreviventes da época, este exemplo é econômico por natureza e tão fascinante quanto um livro de contabilidade. O interessante sobre ele, no entanto, não é o seu conteúdo, mas sim seu ineditismo.

Origens independentes

Conforme mais pesquisas são realizadas neste campo, o número de sistemas de escrita iniciais poderia diminuir ou aumentar, caso os arqueólogos encontrem evidências de que qualquer uma dessas culturas copiou a ideia de escrever uma da outra (provavelmente a Mesopotâmia e o Egito, por causa da geografia), ou de que outros sistemas de símbolos antigos existiam de forma isolada.

O que sabemos atualmente é que esses quatro sistemas comprovados tiveram origens independentes.
Tais “verdadeiros sistemas de escrita” usavam símbolos gráficos para representar a fala sem ambiguidade, permitindo que pessoas alfabetizadas escrevessem qualquer coisa que pudessem comunicar verbalmente, para depois ler exatamente como pretendido.

Quer saber, precisamos escrever

Muito antes da escrita, pessoas registravam ideias e informações de outras maneiras. Por exemplo, desenhavam figuras para retratar eventos.

E, ainda hoje, muito depois do surgimento da escrita, existem sistemas alternativos como a notação musical, símbolos matemáticos e instruções desenhadas para a construção de dispositivos ou moveis para transmitir certos conceitos com mais eficiência do que a escrita poderia. Mas estes são limitados a determinados tipos de informação.

A ideia revolucionária de ter signos que representam a fala surgiu em culturas distintas e em diferentes momentos: por volta de 3.200 aC na Mesopotâmia e no Egito, por volta de 1.200 aC na China e por volta de 400 aC na Mesoamérica.

Embora a história desses sistemas seja diferente, eles passaram por estágios de desenvolvimento amplamente semelhantes.

Evolução similar

Os textos sobreviventes mais antigos vêm de contextos muito específicos, como transações econômicas na Mesopotâmia e rituais divinos na China. De uma forma geral, estes primeiros caracteres eram principalmente sinais pictográficos, descrevendo exatamente o que se referiam.
Por exemplo, na antiga escrita chinesa, “peixe” era representado por uma imagem reconhecível de um peixe. Alguns sinais também foram emprestados de sistemas simbólicos preexistentes, como emblemas, símbolos e motivos de cerâmica, com os quais as pessoas já estavam familiarizadas.

Evolução do sistema cuneiforme ao longo do tempo

Com o passar do tempo, tais ícones se tornaram mais estilizados, de forma que eram mais fáceis de escrever e se pareciam menos com o objeto ou ação referente.

Em outro passo crucial, alguns caracteres passaram a significar sons, ao invés de palavras distintas e completas, embora essa substituição das palavras inteiras por símbolos fonéticos tenha ocorrido em grau e ritmo diferentes entre os sistemas.

A transição foi auxiliada pelo princípio do rébus: trocar uma palavra que é difícil de representar graficamente pelo seu homônimo, como usar a imagem de um “olho” para representar “eu”. Para ajudar a diferenciar caracteres com múltiplos significados, os sistemas também adicionaram marcadores semânticos que denotavam partes da fala e pistas de contexto.

Até chegar aqui

Através de séculos de inovação, os sistemas de escrita eventualmente avançaram ao ponto de transcrever a fala. Isso impulsionou a escrita infinitamente além de suas funções originais, em uma ferramenta capaz de gravar história, literatura e muito mais – ou seja, todo o conteúdo que preenche milhares de arquivos e bibliotecas pelo mundo hoje.


Evolução do sistema chinês ao longo do tempo

Adotados e modificados por culturas vizinhas, esses quatro sistemas persistiram por mais de um milênio. Enquanto os da Mesopotâmia, Egito e Mesoamérica eventualmente morreram, o sistema chinês permaneceu em uso contínuo por mais de 3.000 anos.

O ano de 2018 já está chegando ao fim, mas não sem antes nos deixar uma das coisas mais bizarras e incríveis já vistas no mundo animal:...

Vídeo mostra lagarto respirando embaixo d’água!

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2019
O ano de 2018 já está chegando ao fim, mas não sem antes nos deixar uma das coisas mais bizarras e incríveis já vistas no mundo animal: um lagarto respirando debaixo d’água.

As imagens de um lagarto do gênero anolis filmado recentemente na Costa Rica revelaram que a espécie Anolis oxylophus possui uma habilidade extremamente incomum: os lagartos dessa espécie respiram oxigênio armazenado debaixo d’água, algo que nunca foi visto ou documentado antes.

Os biólogos e cineastas Neil Losin e Nate Dappen capturaram esse comportamento incrível enquanto filmavam o documentário “Laws of the Lizard”, do canal americano The Smithsonian Channel. Estes lagartos costa-riquenhos sempre foram conhecidos por desaparecer debaixo d’água por alguns minutos, mas os cientistas pensavam que os répteis prendiam a respiração por bastante tempo.

Os lagartos do gênero anolis são pequenos e coloridos e vivem em uma ampla gama de habitats, desde florestas tropicais até quintais suburbanos, mas os biólogos até agora não sabiam o que acontecia quando este tipo específico de lagarto anolis da Costa Rica desaparecia na água, permanecendo lá por até 15 minutos.

A ideia de observar o que acontecia embaixo da água foi do herpetólogo Luke Mahler, professor de ecologia e biologia evolutiva na Universidade de Toronto, no Canadá, que pediu aos cineastas que olhassem atentamente suas filmagens submarinas quando filmassem os lagartos, para ver se conseguiam identificar quaisquer pistas que explicassem o que eles estavam fazendo lá embaixo.

Embora Dappen e Losin não tenham visto nada fora do comum quando analisaram o vídeo pela primeira vez, eles o observaram mais de perto depois que voltaram para os Estados Unidos. Foi quando eles notaram. “Nós vimos esse comportamento de ‘respirar novamente’ que não havia sido documentado ou descrito antes”, diz Losin em matéria publicada no portal Live Science.

O vídeo mostra uma fêmea da espécie submersa se agachando no fundo do rio por quase 10 minutos. Uma pequena bolha repetidamente se expande e contrai no topo de sua cabeça. O animal parece estar reciclando seu ar, assim como um mergulhador humano faz com o oxigênio de um tanque. 

Veja abaixo:

Dappen afirma que essa capacidade pode permitir que estes animais permaneçam submersos por tempo suficiente para que possam evitar ameaças terrestres. Este tipo de tática ocorre em alguns invertebrados, como aranhas e besouros, mas este pode ser o único exemplo em animais terrestres vertebrados.

Ainda não se sabe como estes lagartos conseguem fazer isso, mas agora que os cientistas sabem que ele ocorre na natureza, o estudo deste comportamento pode seguir em frente. Mahler e seus colegas estão investigando a mecânica da respiração submersa. “Isso demonstra uma das coisas que os biólogos costumam descobrir, que há muitas coisas que não sabemos sobre a natureza”, diz Dappen ao Live Science.

A artista Katy Ann Gilmore, baseada em Los Angeles, é formada em matemática e cria ilusões de ótica altamente detalhadas, rítmicas e ...

Ilusões de ótica incompreensíveis são criadas usando simples linhas

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2019

A artista Katy Ann Gilmore, baseada em Los Angeles, é formada em matemática e cria ilusões de ótica altamente detalhadas, rítmicas e simétricas, muito parecidas com uma equação elegante.
Desde que se formou em 2014, os trabalhos de Katy foram divulgados em muitas galerias nos Estados Unidos, graças a seu talento único para transformar linhas 2D simples em obras de arte dinâmicas.

Humanas + Exatas

De acordo com a artista, seu trabalho é fortemente influenciado pela topografia e pela relação entre 2D, planos perpendiculares e suas distorções no espaço 3D.


As obras resultantes são uma mistura de arte e matemática, com todos os ângulos e cálculos precisando ser trabalhados com cuidado e precisão.

Usando conceitos básicos de geometria para aumentar lentamente a escala de seus trabalhos, ela combina linhas retas e contornos curvos para criar padrões que confundem o olho.


A habilidade e dedicação necessárias para desenhar cada linha com precisão é uma prova de seu talento artístico, embora a jovem se sinta mais como uma engenharia fazendo cálculos difíceis.

Confira um pouco de seu trabalho: [TheBoredPanda]
 
   
  
  
  
  
  
  
  
  
 

Quando madeireiros da Georgia Kraft Corporation derrubaram uma árvore, se depararam com algo muito bizarro: um cão mumificado. O in...

Esta descoberta macabra é, na realidade, uma história triste

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2019

Quando madeireiros da Georgia Kraft Corporation derrubaram uma árvore, se depararam com algo muito bizarro: um cão mumificado.

O incidente ocorreu nos anos 1980, enquanto a equipe trabalhava em um bosque de carvalhos no sul da Geórgia, nos EUA.

Depois de cortar o topo da árvore e carregá-la em um caminhão para transporte, um membro da equipe espiou o tronco oco e encontrou os restos perfeitamente mumificados de um cachorro, ainda com os dentes escancarados em um retrato de sua luta pela sobrevivência.

A história

Especialistas que estudaram a carcaça concluíram que o filhote era provavelmente um cão de caça da década de 1960, que ficou preso na árvore após perseguir algo como um esquilo através de um buraco nas raízes.

Quanto mais o cão subia, mais estreita a árvore se tornava. Pela posição das patas, os cientistas acreditam que ele continuou a escalar até que efetivamente entalou. Incapaz de se mexer, morreu.
Em seguida, devido a um conjunto perfeito de circunstâncias, o animal se mumificou.

Mumificação natural

Normalmente, um cachorro que morre na natureza sucumbe à decomposição e é comido por animais forrageiros. No entanto, como o cachorro faleceu dentro de uma árvore, é improvável que outros animais pudessem alcançá-lo. Devido à altura do corpo, talvez nem sentissem o seu cheiro.

Além disso, o tipo de árvore em que o cachorro se alojou pode favorecer o processo de mumificação natural. Carvalhos contêm taninos, que são usados em taxidermia para tratar peles de animais para que não se decomponham. Os taninos do interior da árvore penetraram no cão e impediram que ele apodrecesse por dentro.

O ambiente seco dentro do tronco também forneceu abrigo dos elementos e sugou a umidade da carcaça. O ar sugado através da base da árvore criou uma espécie de vácuo, contribuindo ainda mais para o processo de secagem.

Museu

Depois de encontrar o filhote mumificado, os madeireiros decidiram levá-lo para um museu, para exibir a visão rara ao público.


O cão agora reside no Southern Forest World, na Geórgia, ainda envolto em sua tumba amadeirada. 

Arqueólogos descobriram uma tumba intocada de 4.400 anos de um sumo sacerdote egípcio, Wahtye, que viveu durante a Quinta Dinastia do E...

Arqueólogos descobrem tumba egípcia intocada por 4.400 anos

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2019
Arqueólogos descobriram uma tumba intocada de 4.400 anos de um sumo sacerdote egípcio, Wahtye, que viveu durante a Quinta Dinastia do Egito Antigo.

Este é um achado incrível – túmulos milenares ainda selados são incomuns, devido aos saques que ladrões realizam nessas tumbas antigas com frequência.

Até mesmo a tumba do rei Tutancâmon, que sobreviveu até os dias de hoje relativamente intacta, foi penetrada e roubada duas vezes na antiguidade antes de ser novamente esquecida.

Quinta Dinastia

A Quinta Dinastia é a época em que as cópias mais antigas dos Textos da Pirâmide do Egito – os textos religiosos que guiavam a transformação do Faraó de sua antiga vida para seu novo papel – foram criadas.

Wahtye viveu durante o governo do faraó Neferirkaré Kakai, que construiu sua própria pirâmide funerária em Abusir, entre Saqqara e o Planalto de Gizé. O túmulo de Wahtye fica em Saqqara e contém extensas representações de cenas familiares, incluindo repetidas menções à mãe do sumo sacerdote, Merit Meen, e sua esposa, Weret Ptah.

Há cinco túmulos em cinco poços dentro do complexo, bem como duas portas falsas. Um dos poços estava aberto e sem lacre, mas os outros quatro estavam selados.

Arte antiga

Com cerca de 10 metros de comprimento, três metros de largura e três metros de altura, tais tumbas eram tipicamente reservadas para indivíduos de alto escalão – esculpir esses locais de descanso a partir de rochas com ferramentas manuais não era uma tarefa fácil.

De acordo com Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, o túmulo de Wahtye é único entre os descobertos nas últimas décadas. “A cor está quase intacta, embora a tumba tenha quase 4.400 anos de idade”, disse.

As pinturas intactas e a estatuária são uma descoberta incrível para os arqueólogos. Embora a água e o tempo tenham causado danos às obras de arte sobreviventes, a oportunidade de estudar exemplos relativamente primitivos da arte egípcia antiga desse período é incomparável.

 
  
 

Próximos passos

O túmulo de um sumo sacerdote, enquanto não se compara com a de um faraó como Tutancâmon, é uma das descobertas mais proeminentes do século 21.

O sítio arqueológico em que a tumba de Wahtye foi encontrada foi apenas parcialmente explorado, o que levanta a possibilidade de mais tumbas intocadas serem encontradas. 

Marte tem seu próprio “Polo Norte”, que fica em clima natalino o ano inteiro: a Cratera de Korolev, depressão de 60 quilômetros de di...

Cratera marciana cheia de gelo é uma terra encantada presa em um inverno permanente

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2019

Marte tem seu próprio “Polo Norte”, que fica em clima natalino o ano inteiro: a Cratera de Korolev, depressão de 60 quilômetros de diâmetro e quase 2 quilômetros de espessura preenchida de gelo.

A água congelada é uma característica permanente. Acredita-se que a cratera aprisiona uma camada de ar frio que impede o derretimento do gelo, mesmo durante o verão de seis meses do norte de Marte, tornando-a uma espécie de “Terra Invernal Encantada”.

Clique

A imagem acima é composta por cinco fotografias capturadas em abril pela Câmera Estéreo de Alta Resolução a bordo da sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia, que está em órbita ao redor do Planeta Vermelho desde 2003.

Os dados foram processados para mostrar como a cratera se parece quando vista de lado e a olho nu.

Provavelmente há alguma poeira fina misturada com o gelo, mas não o suficiente para mudar a aparência da superfície: o retrato final exibe a cor real da cratera. 

Seres humanos produzem e consomem queijo há muito tempo, como atesta a recente descoberta de um pedaço desse alimento delicioso de 3.200...

O queijo mais velho do mundo, encontrado em antiga tumba egípcia, também era muito perigoso

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2019
Seres humanos produzem e consomem queijo há muito tempo, como atesta a recente descoberta de um pedaço desse alimento delicioso de 3.200 anos, em uma tumba egípcia.
Por mais gostoso que o queijo pudesse ter sido, no entanto, também era uma potencial fonte de doença.

Composição

Este é provavelmente o mais antigo resíduo sólido arqueológico de queijo já encontrado.
Datado do século 13 aC, a “massa esbranquiçada” foi descoberta dentro de um jarro.
Apesar de 30 séculos de exposição a condições severas do deserto, o composto reteve o suficiente de seu conteúdo químico original para os cientistas estudarem suas origens.
Além de determinar o tipo de leite animal usado para fabricar o queijo, os pesquisadores também detectaram traços de uma bactéria perigosa que nos atormenta até hoje.

A tumba

O túmulo que continha o pote de queijo foi descoberto em 1885, mas logo foi esquecido e subsequentemente perdido depois que areias saarianas soterraram o sítio arqueológico.
Em 2010, o local foi reexaminado por pesquisadores franceses. Ladrões de túmulos já haviam saqueado a tumba, mas diversos potes de cerâmica foram deixados para trás.
O jarro contendo o queijo antigo foi enterrado ao lado de Ptahmes, antigo governante da cidade egípcia de Memphis, a capital do Baixo Egito na época.
O sítio arqueológico remonta à XIX dinastia egípcia, que governou a região de 1292 a 1189 aC. Como figura política, Ptahmes era importante. Além de seus deveres como “prefeito” de Memphis, era chefe militar do estado-maior e supervisionava o tesouro da cidade. Após sua morte, seu status foi elevado a Sumo Sacerdote do deus Amon, uma antiga divindade egípcia.
Conforme aponta o novo estudo, Ptahmes também pode ter tido uma queda por queijo.

A análise

Quase 33 séculos de exposição ao ambiente altamente alcalino do deserto alteraram a natureza química da amostra, particularmente seu conteúdo graxo, o que dificultou a análise do alimento.
Para estudar o queijo, a equipe liderada por Enrico Greco, da Universidade de Catania (Itália), precisou conceber uma maneira nova de examinar proteínas e identificar marcadores peptídicos (cadeias curtas de aminoácidos que sinalizam a presença de substâncias específicas).
Depois de dissolver pedaços da massa branca, a equipe de Greco isolou e purificou pequenas porções de proteína. As proteínas foram cuidadosamente analisadas usando espectrometria de massa e cromatografia líquida.
No final das contas, os pesquisadores conseguiram identificar a substância com segurança como um tipo de queijo sólido.

Gostoso e perigoso

Os cientistas concluíram que o alimento lácteo foi produzido a partir de uma mistura de leite de cabra, de ovelha e, estranhamente, de búfalo-africano – uma espécie não tipicamente associada a animais domésticos mantidos e ordenhados na África moderna.
A análise do pano encontrado em cima do queijo mostrou que o material era bom para manter substâncias sólidas, não líquidas. A lona era provavelmente utilizada para cobrir o queijo ou, possivelmente, o topo do frasco onde se encontrava.
Os pesquisadores também encontraram marcadores peptídicos consistentes com Brucella melitensis, uma bactéria que causa uma condição chamada de brucelose. Não surpreendentemente, este queijo não era pasteurizado, o que o torna uma comida potencialmente perigosa.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a maneira mais comum de ser infectado com Brucella melitensis é através do consumo laticínios não pasteurizados/crus. Quando ovelhas, cabras, vacas ou camelos são infectados, o leite fica contaminado com a bactéria e, se não for pasteurizado, ela pode ser transmitida para pessoas.
Quanto ao sabor e textura do queijo, ele teria uma consistência semelhante à do chèvre (queijo francês feito com leite de cabra), mas com um toque ácido. Também seria úmido.

Brucelose

A brucelose normalmente não é fatal, mas é desagradável. Sintomas incluem febre, suores noturnos, mal-estar e dores musculares, com potenciais problemas de saúde a longo prazo como artrite, inchaço dos testículos, fadiga crônica e endocardite.
Evidências arqueológicas já mostraram que os antigos egípcios não eram estranhos à brucelose. A descoberta recente fornece mais uma prova da presença deste tipo de infecção, e seus meios de transmissão através de queijo contaminado, durante este período.
Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Analytical Chemistry.
fonte:via [Gizmodo]