slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img
slider img

Você provavelmente já ouviu falar d...

Droga alucinógena de tribo brasileira causa bem-estar duradouro e pode ser usada para tratar inúmeros distúrbios mentais

💜
2017

Você provavelmente já ouviu falar da ayahuasca, também conhecida como santo-daime, uma droga psicodélica tradicionalmente usada por tribos indígenas da Amazônia brasileira.Nos últimos anos, a droga tem feito manchetes e levantado polêmicas, mas, para nosso contento, a ciência resolveu investigá-la para entendermos melhor seus efeitos. 

Os resultados são bastante surpreendentes: um novo estudo britânico descobriu que ela pode melhorar o senso geral de bem-estar das pessoas, com potencial para se transformar em um tratamento para alcoolismo e depressão, entre outros distúrbios mentais.

Vai um chá aí?

Pesquisas anteriores já haviam sugerido que drogas psicodélicas, como LSD e cogumelos mágicos, podiam ajudar os alcoólatras a enfrentar seu vício.Usando dados do Global Drug Survey, com informações mais de 96 mil pessoas em todo o mundo, pesquisadores da Universidade de Exeter e da Universidade College London descobriram que usuários de ayahuasca relataram menor problema de uso de álcool do que usuários de LSD ou cogumelos mágicos.

Os usuários de ayahuasca também relataram maior bem-estar geral nos últimos 12 meses do que outros entrevistados na pesquisa.

“Essas descobertas contribuem para a noção de que a ayahuasca poderia ser uma ferramenta importante e poderosa no tratamento da depressão e transtornos do consumo de álcool”, afirmou um dos autores do estudo, Dr. Will Lawn, da Universidade College de Londres.

Opa, não vai um chá aí não

Se você está lendo esse artigo e tendo ideias erradas ao mesmo tempo, já aviso que não adianta você decidir, por conta própria, tomar santo-daime porque quer beber menos ou se curar de alguma coisa, no entanto.

Os pesquisadores fizeram questão de salientar que esses dados são puramente observacionais e não demonstram causalidade – ou seja, pode ser apenas uma coincidência.

Além disso, os usuários de ayahuasca desta pesquisa ainda tinham um consumo médio de álcool que poderia ser considerado perigoso.

No futuro, estudos randomizados controlados devem ser realizados para que possamos determinar de fato a habilidade da ayahuasca de ajudar a tratar transtornos de humor e dependência.

Metodologia

Apesar de seus limites, a pesquisa ainda é notável por ser a maior com usuários de ayahuasca já concluída até o momento.

A droga – uma mistura das plantas Psychotria viridis e Banisteriopsis caapivine – é usada principalmente por tribos indígenas e grupos religiosos na região amazônica e seus visitantes. Ela contém dimetiltriptamina (DMT), um composto ilegal em muitos países.
Dos entrevistados deste estudo, 527 eram usuários de ayahuasca, 18.138 de LSD ou cogumelos mágicos e 78.236 não usavam drogas psicodélicas.
 
 A pesquisa online, promovida através de mídias sociais, mediu o bem-estar dos participantes usando o Índice de Bem-estar Pessoal, uma ferramenta já testada por pesquisadores de todo o mundo que questiona coisas como relações pessoais, conexão com a comunidade e senso de realização.

Também perguntou às pessoas sobre suas experiências com a ayahuasca, e a maioria dos usuários disse ter tomado a droga com um curandeiro ou um xamã.

Vício e efeitos colaterais

A ayahuasca foi classificada como menos agradável e seus usuários tinham menos desejo de usá-la de novo do que usuários de LSD ou cogumelos mágicos. Seus efeitos agudos geralmente duravam seis horas, e eram mais fortemente sentidos uma hora após o consumo.

Como desvantagem, a pesquisa mostrou uma maior incidência de diagnósticos de doenças mentais ao longo da vida nos usuários de ayahuasca.

Análises subsequentes descobriram que esse efeito só era visto em usuários de países sem tradição de uso da ayahuasca.

“Se a ayahuasca pode representar um tratamento importante, é fundamental que seus efeitos a curto e longo prazo sejam investigados e sua segurança seja estabelecida. Neste estudo, o uso a longo prazo não afetou a capacidade cognitiva, não produziu dependência e nem piorou os problemas de saúde mental [dos participantes]”, argumentou Celia Morgan, outra pesquisadora do estudo, da Universidade de Exeter. [ScienceBlog]

Será que algum dia vamos viver no espaço? Ou, quem sabe, teremos que fazer uma viagem para outro sistema solar para encontrar um nov...

10 inesperados efeitos colaterais das viagens espaciais nos seres humanos

💜
2017


Será que algum dia vamos viver no espaço? Ou, quem sabe, teremos que fazer uma viagem para outro sistema solar para encontrar um novo lar? Embora essas possibilidades pareçam mais coisa de cinema do que realidade, é e sempre será um sonho da humanidade viajar pelo espaço sideral e explorar os confins do universo.

Mas antes de sonhar com as viagens espaciais, talvez seja importante saber o que acontece com nosso corpo lá fora. As mudanças podem ser severas e difíceis de se adaptar. Pode acreditar, uma viagem no espaço não é nenhum cruzeiro de luxo.

10. Síndrome da Adaptação Espacial


Sem a gravidade da Terra puxando o corpo humano para baixo, é possível sofrer de um mal conhecido como síndrome da adaptação espacial. É como um enjôo, mas acompanhado de dores de cabeça, desorientação, desconforto intenso e, possivelmente, vômitos e vertigem. Cerca de metade de todas as pessoas que vivem no espaço têm a síndrome. A causa não é necessariamente a falta de gravidade, mas sim a mudança súbita na força gravitacional. Uma vez que a adaptação acontece, as coisas tendem a se normalizar. A boa notícia é que ela só dura alguns dias. Isso é especialmente bom porque vomitar no espaço não é a melhor das ideias.

Quando você entra em uma roupa espacial, você tem que usar um equipamento de drenagem transdérmico anti-náusea. Isso porque vomitar na roupa espacial não seria apenas nojento: poderia ser fatal. Imagine estar dentro de um aquário com um tubo a vácuo acoplado como entrada de ar. Se você vomita lá dentro, teria problemas de visão e respiração, e tudo fica ainda pior considerando que você está no espaço, sem gravidade.

9. O cheiro

 
This new image of the reflection nebula Messier 78 was captured using the Wide Field Imager camera on the MPG/ESO 2.2-metre telescope at the La Silla Observatory, Chile. This colour picture was created from many monochrome exposures taken through blue, yellow/green and red filters, supplemented by exposures through a filter that isolates light from glowing hydrogen gas. The total exposure times were 9, 9, 17.5 and 15.5 minutes per filter, respectively. #L
O último sentido que pensamos que será estimulado no espaço é o olfato. Mas você já parou para se perguntar que cheiro tem o espaço? A descrição dos astronautas varia entre um cheiro de carne assada, metal e pólvora. “A melhor descrição que posso encontrar é ‘metálico’”, define o astronauta Don Petite.

Somos nós mesmos e, mais especificamente, a nossa atmosfera, que dão ao espaço esse cheiro especial. De acordo com os pesquisadores, o aroma que os astronautas inalam inalam enquanto movem sua massa do espaço para a estação é o resultado de “vibrações de alta energia em partículas trazidas para dentro, que se misturam com o ar”.

A NASA chegou mesmo a contratar o químico Steven Pierce para recriar o odor do espaço para fins de treinamento.

8. Você vai perder suas unhas


O fenômeno é chamado de delaminação das unhas. Em um estudo recente, 22 astronautas relataram suas unhas perdidas. Fazer as unhas, portanto, é uma tarefa a menos caso você vá para o espaço.
As luvas volumosas do traje espacial cortam a circulação e a pressão na ponta dos dedos faz com que você perca as unhas. Alguns astronautas chegam a arrancar as próprias unhas antes de ir para o espaço para evitar essa alternativa.

7. Fim dos roncos


Você vai parar de roncar. Devido à falta de gravidade no seu sistema respiratório, há uma redução dramática nos problemas respiratórios relacionados ao sono, fazendo com que você seja bem menos irritante para seus colegas viajantes.

Com pouca gravidade para afetar sua língua, você não experimentará nenhum bloqueio que normalmente provoca o ronco na Terra. Esse é um dos poucos efeitos positivos.

6. Problemas de Visão


Após muito tempo no espaço, a visão começa a desfocar. A parte de trás dos globos oculares se achatam um pouco e as retinas também mudam um pouco. Geralmente esses efeitos não duram, mas para algumas pessoas, pode levar anos para que os olhos voltem ao normal. Dos 300 astronautas que já estiveram no espaço, cerca de 23% experimentaram problemas oculares em voos de curto prazo e cerca de 49% em voos mais longos. Se nos mudarmos para novos planetas, cerca de metade das pessoas terão problemas de visão.

Como você não tem peso no espaço, os fluidos vão para a parte superior do corpo e o aumento da pressão na cabeça apenas esmaga ligeiramente os nervos ópticos. É comum também enxergar fenômenos visuais de raios cósmicos, o que causa a sensação de flashes espontâneos de luz.

5. Efeitos nos músculos


Você passa a maior parte do tempo flutuando no espaço. Por causa de todos os equipamentos pesados usados pelos astronautas, a parte inferior do corpo costuma sofrer muita perda óssea e os músculos ficam enfraquecidos, às vezes até mesmo atrofiados.

Além disso, o coração tem o potencial de diminuir de tamanho porque não precisa mais trabalhar tanto. Mais um dos efeitos colaterais de um ambiente de microgravidade.

4. Nós ficamos mais altos


Esse pode parecer um efeito positivo, mas não dura muito tempo. Após uma viagem espacial, as vértebras se “espalham”, fazendo com que a espinha se alongue. Porém, uma vez que você está sujeito à gravidade novamente, a espinha encolhe de volta ao seu tamanho normal.

O máximo que crescemos é cerca de três% da nossa altura normal, e leva apenas alguns meses para voltarmos ao normal.

3. Sem proteção contra o vácuo


Esses efeitos listados até aqui são todos sob a proteção dos trajes e das naves espaciais. Sem eles, nós não duramos muito tempo. Sem proteção contra o vácuo do espaço, leva aproximadamente 15 segundos para usarmos todo o oxigênio em nosso sangue. Podemos sobreviver cerca de dois minutos antes de sofrer danos permanentes. Isso se não prendermos a respiração. Se fazemos isso, o ar que permanece em nossos pulmões faz com que eles se expandam, os rompe e chega até nosso sistema circulatório.

Se você consegue se livrar do problema e voltar para onde há oxigênio, a primeira coisa que você quer fazer é exalar. É contra-intuitivo, mas não é como ir para debaixo d’água. Falando em água, após cerca de dez segundos, a água do seu corpo começa a se vaporizar devido à falta de pressão.

Outros efeitos secundários incluem a fermentação da saliva na língua, queimaduras solares e maus causados pela descompressão. Apesar do espaço ser muito frio, você não congelaria imediatamente. Além disso, se você morrer no espaço, você não se decompõe no vácuo. Depois de um tempo, você congelará ou mumificará, dependendo da temperatura.

2. Radiação espacial


Esse é um dos maiores problema a ser solucionado para viagens espaciais de longa duração. Na Estação Espacial Internacional, as pessoas estão expostas a dez vezes mais radiação do que na Terra. A nossa atmosfera nos protege da radiação cósmica. Sem isso, corremos o risco de ter nosso sistema nervoso danificado, resultando em alterações na função cognitiva, redução na função motora e mudanças comportamentais. A radiação espacial também pode causar uma doença com sintomas como náuseas, vômitos, anorexia e fadiga.

Não há nenhuma maneira de se proteger completamente da radiação do espaço enquanto você está lá fora. A exposição inevitável pode levar ao câncer e outras doenças.

1. Euforia Espacial


Os astronautas relataram experiências de abertura da mente e mudança de vida depois de viagens ao espaço. “Fiquei impressionado com a certeza de que o que eu presenciei era parte da universalidade de Deus. Eu apenas engasguei, vieram as lágrimas. Foi a experiência mais profunda da minha vida”, relata o astronauta Charlie Duke.

Ao ver a Terra a partir de sua nave espacial, Edgar Mitchell relatou sentir uma incrível sensação de tranquilidade e euforia e afirma ter entrado em um estado alterado de consciência em que ele entendeu o significado do universo.

“Foi muito bonito para acontecer por acidente. Tem que haver alguém maior do que você, e maior que eu, e quero dizer isso em um sentido espiritual, não um sentido religioso”, afirma Gene Cerman.

Rusty Schweikhart sentiu como se ele fosse “parte de todos e tudo o que o rodeia”. “Esta pequena Terra linda – o planeta que nos mantém vivos, o que nos dá tudo o que temos, a comida que comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos, a beleza da natureza. E tudo está tão perfeitamente equilibrado e organizado para que possamos viver. Este pequeno e lindo planeta que atravessa o espaço”, disse após voltar para a Terra.

Parece que, apesar de todos os efeitos colaterais, viagens espaciais nos tornam pessoas melhores. [Listverse]

Cientistas reconstituíram 80% da pele de um menino de 7 anos que sofre com uma rara doença genética que faz com que a pele seja muito ...

Menino de 7 anos com doença incurável teve 80% de sua pele geneticamente modificada

💜
2017

Cientistas reconstituíram 80% da pele de um menino de 7 anos que sofre com uma rara doença genética que faz com que a pele seja muito frágil em todo o corpo, enrolando dolorosamente ao menor contato. A doença, chamada epidermólise bolhosa juncional (JEB), não tem cura conhecida, mas a solução desenvolvida pelos cientistas, através do uso de células de pele geneticamente modificadas, poderia potencialmente transformar a vida de milhares de pessoas que sofrem com a condição.

A técnica envolve anexar enxertos de pele geneticamente modificados à derme, o tecido logo abaixo da epiderme. O mesmo método foi usado anteriormente em dois pacientes com lesões cutâneas da epidermólise bolhosa, mas, nesses casos, apenas pequenos remendos da pele foram reconstruídos.
Michele De Luca, líder da equipe e pesquisadora de células-tronco da Universidade de Modena e Reggio Emilia, na Itália, diz que a técnica pode gerar “regeneração vitalícia de praticamente toda a epiderme”.
O paciente em questão era um refugiado sírio de sete anos que foi internado em uma unidade de queimaduras hospitalares na Alemanha em junho de 2015 com bolhas e lesões graves que o fizeram perder 80% da pele que cobria seu corpo. Com todas as terapias corretivas falhando, seus pais concordaram com o que poderia ter sido a única chance de salvar a vida de seu filho: reconstruir sua epiderme perdida pedaço a pedaço.
Os pesquisadores pegaram células da pele de uma área sem bolhas do corpo do menino e usaram-nas para criar culturas de proteínas que foram geneticamente modificadas para serem livres da mutação responsável pela condição do menino – neste caso, uma variante de um gene chamado LAMB3. A equipe cultivou essas proteínas em uma série de enxertos epidérmicos transgênicos, que ao longo de três operações substituíram a pele perdida do menino por uma nova epiderme saudável.
Nos exames de acompanhamento 21 meses após a cirurgia final, o paciente pareceu ter se recuperado completamente, com sua nova pele saudável e sem bolhas, demonstrando uma resistência ao estresse que não é observada em pacientes com JEB.

O paciente teve alta em fevereiro de 2016. “Sua epiderme é atualmente estável e robusta, e não forma bolhas, coça ou requer unguentos ou medicamentos”, garantem os pesquisadores.

Apesar do tratamento ter sido um sucesso, a equipe afirma que tais tratamentos extensivos normalmente não são necessários, mesmo que agora sejam cientificamente possíveis. “Pode-se argumentar que o quadro clínico do paciente, com perda epidérmica maciça, condições críticas, prognóstico negativo a curto prazo, era incomum e nossa cirurgia agressiva, obrigatória para este paciente, seria impensável para o curso clínico da maioria dos pacientes com epidermólise bolhosa”, explicam.

“No entanto, a substituição progressiva da epiderme doente pode ser alcançada em múltiplas intervenções cirúrgicas menos invasivas em áreas de corpo mais limitadas”.

Os pesquisadores irão acompanhar o paciente para garantir que a pele do menino permaneça saudável à medida que ele envelhece. De qualquer forma, com cerca de 500 mil pessoas vítimas de alguma forma da epidermólise bolhosa em todo mundo, esta é uma notícia bastante promissora. [Science Alert]

A palavra “anarquia” ganhou um sentido ideológico hoje que não faz jus ao pensamento original. Um dos precursores do anarquismo foi ...

10 sociedades anarquistas que funcionaram

💜
2017



A palavra “anarquia” ganhou um sentido ideológico hoje que não faz jus ao pensamento original.Um dos precursores do anarquismo foi William Godwin (1756 – 1836), que propunha um novo tipo de arranjo social em que as pessoas não estivessem subordinadas à força dos governos e leis.


Na época, o anarquismo, como o comunismo, era visto como um sistema de governança alternativo que poderia substituir o capitalismo, criando uma sociedade mais justa.Os anarquistas acreditavam que toda instituição dotada de poderes impedia o alcance da liberdade. Dessa forma, o Estado, a Igreja e outras instituições deveriam ser abolidas em favor de um mundo regido por pessoas livres. Além disso, as classes sociais também deveriam ser combatidas, por meio da extinção das propriedades privadas. 

Apesar de ter florescido e ganhado força ao longo do século XX, o anarquismo não conseguiu se firmar como movimento generalizado no mundo moderno, embora tenham existido algumas tentativas bem-sucedidas.Confira exemplos de sociedades anarquistas que funcionaram por um tempo, ou que funcionam até hoje:

10. Revolução anarquista catalã


 
Em resposta ao golpe de Estado espanhol de julho de 1936, quando os fascistas tentaram controlar a Espanha, a Confederação Nacional do Trabalho-Federação Anarquista Ibérica (na sigla em espanhol, CNT-FAI), um partido anarquista da Catalunha, liderou uma revolta popular organizando milícias contra as forças nacionalistas.

Essas milícias eram constituídas por 18 mil trabalhadores (incluindo George Orwell, que lutou pelos catalães). Eles foram capazes de derrotar as forças nacionalistas e ganhar independência. As milícias eram lideradas por delegados eleitos que decidiam juntos o curso de ação de cada uma.

A CNT-FAI foi criticada por se juntar ao governo nacional, o que significava trabalhar com grupos socialistas como o Partido Socialista Unificado, mas afirmou ter feito isso para ter uma melhor chance de ganhar a guerra contra a Espanha.

Também foi capaz de implementar algumas das políticas que defendia, como a coletivização de terras e recursos. Os anárquicos incentivaram a coletivização voluntária, onde os trabalhadores reuniam seus recursos e realizavam reuniões gerais com todos os seus participantes. As fábricas também foram confiscadas e controladas por comitês de operários.

Eventualmente, o governo anarquista caiu em uma grande ofensiva nacionalista em 1938.

9. Comuna de Paris


 
Em 1871, a Comuna de Paris surgiu como uma reação à guerra franco-prussiana, sendo 
frequentemente considerada como o primeiro exemplo de classe trabalhadora conquistando poder.
Depois que o exército francês foi derrotado pelos alemães, a Guarda Nacional de Paris se uniu aos cidadãos para realizar eleições livres e determinar quem governaria a cidade.

A “Comuna” implementou políticas anarquistas, como transformar os locais de trabalho em cooperativas. Nas palavras de Mikhail Bakunin, um comunista famoso na época, foi uma “negação claramente formulada do Estado”.

Entretanto, os anarquistas se opuseram a algumas ações da Comuna, como o estabelecimento de um Comitê de Segurança Pública que usava o terror para proteger os ideais da revolução. No geral, eles acreditavam que a Comuna não iria longe porque manteve ideias de representação governamental.
Por fim, o governo da França derrotou a Comuna e restabeleceu seu controle sobre a cidade.

8. Território Livre


 
O Território Livre foi um estado anarquista criado na Ucrânia por Nestor Makhno, cuja existência durou de 1918 a 1921.

Este foi um dos poucos Estados baseados inteiramente na ideologia anarquista no mundo, e tinha uma bandeira bastante provocativa: uma imagem de um crânio com as palavras “Morte a todos que impedem o caminho da liberdade para os trabalhadores!”.

Com um exército de 100 mil homens, conhecido como Exército Negro, Makhno assumiu a seção sudeste da Ucrânia e implementou uma sociedade anarquista, estruturada através do estabelecimento de organizações trabalhistas e camponesas em que os membros votavam questões específicas em comitês. Avessos a um governo central de qualquer tipo, congressos eram convocados para discutir questões nacionais que precisavam de debate.

No final, o Exército Vermelho invadiu o Território Livre e conseguiu finalmente derrotar o Exército Negro em 1921. Ironicamente, Trotsky havia escrito em suas memórias que ele e Lênin haviam considerado seriamente a criação de uma sociedade anarquista como meio de experimentar com a ideia de uma sociedade sem Estado.

7. Freetown Christiania


 
Criada em 1971, a comunidade anarquista Freetown Christiania, em Copenhague, na Dinamarca, ainda está ativa. Fundada em uma área militar abandonada, a comunidade simplesmente reivindicou o local, declarando-o uma cidade livre.

Como resultado desse status, seus ocupantes não precisam pagar impostos e podem vender maconha abertamente. A comunidade também desencoraja a propriedade privada, inclusive proibindo seus cidadãos de possuir carros particulares. Armas e violência também são proibidos, como forma de evitar crimes.

Em 2012, o governo dinamarquês decidiu vender a terra para os moradores da comunidade, e eles aceitaram o acordo. Uma fundação foi criada para garantir que a propriedade da terra fosse coletiva.

6. Twin Oaks


 
Em 1967, um pequeno grupo de pessoas decidiu construir uma sociedade baseada nos valores de igualitarismo e sustentabilidade.

A comunidade de Twin Oaks se reúne em 400 acres de terra no estado americano da Virgínia, onde seus membros se dedicam a atividades como jardinagem, agricultura e artesanato.

Todos os recursos que eles obtêm – como as colheitas ou o dinheiro da venda de artesanato – são divididos. Todos os automóveis, motos, computadores e instalações recreativas compradas pertencem à comunidade e estão disponíveis para uso geral.

5. Comuna de Strandzha


 
A Comuna de Strandzha, na Bulgária, foi uma sociedade anarquista proclamada em 18 de agosto de 1903.

Liderada por Mihail Gerdzhikov, um guerrilheiro da Organização Revolucionária Interna da Macedônia, seu exército de apenas cerca de 2.000 pessoas conseguiu estabelecer um governo provisório nas montanhas de Strandzha, enfrentando uma oposição turca de 10.500 soldados.
Um sistema comunitário foi estabelecido, e os recursos eram distribuídos uniformemente de acordo com a necessidade. No entanto, a comuna foi derrotada pelas forças otomanas apenas um mês depois, em 8 de setembro de 1903.

4. Região Autônoma de Shinmin


 
Em 1924, a Federação Comunista Anarquista Coreana (KACF, na sigla em inglês) começou a promover a criação de sindicatos anarquistas e de um sentimento anti-imperialista na China.
Cinco anos depois, declarou que a província de Shinmin era independente da China e imediatamente procurou estabelecer uma forma descentralizada de controle na região.

Como outras sociedades anarquistas, a KACF adotou uma associação de “comitês” criados especificamente para áreas, distritos e aldeias. Esses “conselhos” cooperavam uns com os outros e decidiam individualmente em questões como agricultura, finanças, educação e outras decisões importantes para a comunidade.

No entanto, devido às tentativas do Japão Imperial de conquistar a região, bem como as investidas de Stalin para derrubá-la, a KACF foi finalmente derrotada em 1931.

3. Rojava


 
Embora não seja uma sociedade anarquista, Rojava (também conhecida como Federação do Norte da Síria) é uma zona autônoma influenciada por princípios anarquistas.

Separada do governo sírio desde novembro de 2013, seu sistema político oficial é descrito como socialismo libertário. Rojava empresta seus ideais do filósofo Murray Bookchin, que propôs que o Estado-nação ideal deveria promulgar o “municipalismo libertário”. Essencialmente, isso significa criar assembleias para votar problemas a nível local e executá-los dentro de suas comunidades.

Abdullah Ocalan, membro influente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ordenou que seus seguidores criassem essas assembleias municipais, eventualmente se desenvolvendo para o sistema atualmente seguido.

2. Zomia


 
Estendendo-se das terras altas vietnamitas e do planalto tibetano até o Afeganistão, Zomia é uma região geográfica com uma população de 100 milhões de pessoas cujo nome foi cunhado por Willem van Schendel, da Universidade de Amsterdã (Holanda), em 2002.

A área é vista por alguns cientistas políticos, como James Scott, da Universidade Yale (EUA), como uma rejeição do Estado moderno e um exemplo de sociedade anarquista em ação.

A China e o Vietnã não têm controle sobre essa região “fora do alcance”. Como resultado, eles se autogovernam em grande parte. As culturas tendem a ser ferozmente não hierárquicas, com regras que limitam a quantidade de riqueza e poder que se pode exibir.

Scott argumenta que a região se formou como resultado de pessoas fugindo de estruturas mais tradicionais de Estado para ganhar mais liberdade. Por exemplo, a falta de linguagem escrita na Zomia foi uma escolha consciente dos nativos, feita por causa da burocracia inerente que pode surgir a partir dela.

1. Bir Tawil


 
Embora não seja um Estado nem uma sociedade, Bir Tawil é um local ideal para os anarquistas tentarem implementar suas ideias sem precisar provocar qualquer governo próximo.
Isso porque é uma das poucas áreas no mundo não reivindicadas por um Estado-nação reconhecido. Portanto, é efetivamente uma região sem lei e sem governo.

Esta anomalia ocorreu quando os britânicos assinaram um acordo com os egípcios afirmando que a sua nova colônia britânica do Sudão teria uma fronteira com o Egito ao longo do paralelo 22. Ao mesmo tempo, os britânicos criaram uma fronteira administrativa separada que colocava as tribos de Hala’ib (ao norte do paralelo 22) sob a jurisdição do Sudão. O triângulo de Bir Tawil (ao sul do paralelo 22) ficou sob o controle do Egito.

Quando o Sudão alcançou sua independência em 1956, o governo reivindicou a fronteira administrativa como sua fronteira oficial, enquanto o Egito reivindicou o 22º paralelo como sua fronteira.

Isso criou uma discrepância em que ambas as nações reivindicavam a região de Hala’ib, mais valiosa, enquanto nenhuma reivindicava Bir Tawil.

Como resultado, a terra é oficialmente um dos poucos lugares onde nenhum governo afirma exercer controle.

Bônus: Colônia Cecília


 
A Colônia Cecília foi provavelmente a primeira experiência anarquista no Brasil. Fundada pelo italiano Giovanni Rossi nas terras de Palmeira, cidade do Paraná, funcionou durante quatro anos, de 1890 a 1894.

No auge da comunidade, ela contava com 250 habitantes, muitos deles imigrantes italianos. O trabalho era distribuído entre os colonos, e eles praticavam conceitos como o ateísmo e o amor livre – coisas, aliás, que faziam Cecília não ser vista com bons olhos pelo resto do país.

Como em outras sociedades anárquicas, as decisões eram tomadas coletivamente em assembleias. Todos os habitantes possuíam o direito de opinar. Entre outros aspectos, Giovanni Rossi estabeleceu um método chamado pedagogia ácrata, considerada um ensinamento ao ar livre.

Entre os principais motivos para o fim da Colônia Cecília estão a miséria dos colonos, discórdia no que se refere à divisão de tarefas, ciúme derivado da prática do amor livre e o relacionamento dos imigrantes sicilianos com os maragatos durante a Revolução Federalista. [BrasilEscola, InfoEscola, Listverse]

É possível que você já tenha ouvido falar nas gêmeas britânicas Lucy e Maria, que nasceram em 1997 e têm a aparência física complet...

5 belíssimas surpresas da genética

💜
2017



É possível que você já tenha ouvido falar nas gêmeas britânicas Lucy e Maria, que nasceram em 1997 e têm a aparência física completamente diferente uma da outra. Enquanto uma é negra com olhos castanhos e cabelos cacheados, a outra é branca com olhos claros e cabelos ruivos.

A genética é mesmo uma caixinha de surpresas que cria combinações incríveis mesmo entre irmãos. Confira 15 imagens de famílias surpreendidas pelas possibilidades da natureza:

5. Gêmeo ruivo e gêmeo moreno


 
“Meu irmão é irlandês, mas eu não sou”, escreve Nyle DiMarco, o modelo estadunidense de 28 anos. Seu irmão gêmeo se chama Nico e a descendência dos irmãos é italiana.

4. Pele negra, olhos azuis


 
“Muita gente acha que uso lentes ou que meus olhos são Photoshop…e aí eu mostro essa foto da minha infância com minha mãe”, diz Cydbee Black, uma maquiadora profissional de Denver que vive em Los Angeles e que tem um canal no Youtube para falar sobre maquiagem. Quando alguém duvida que seus olhos azuis são naturais, ela mostra uma foto de quando era pequena ao lado da mãe, que tem heterocromia, ou seja, um olho de cada cor.

3. Heterocromia setorial


 
Um outro tipo de heterocromia é o setorial, aquele em que a pessoa tem a íris com setores de cores diferentes. “As pessoas sempre comentam sobre meus olhos”, diz a usuária do Reddit M_for_Minion
.

2. Maior família albina do mundo


 
A família indiana Pullan está prestes a quebrar oficialmente o recorde da maior família albina do mundo, com 10 integrantes. Até agora, este título estava nas mãos de uma família de seis pessoas que vive nos EUA e Canadá. O livro Guinness World Records deve atualizar esta informação em breve.
O pai, Resetauri, de 55 anos, e a mãe, Mani, de 50 anos, têm seis filhos com idades entre 29 e 23 anos. Uma das filhas, Renu, se casou com um homem albino e o casal tem um filho de 7 anos que também tem a condição genética.

A família diz que sofre muito com o preconceito de vizinhos e desconhecidos, e são frequentemente chamados de “ingleses”. Eles não podem ficar muito tempo no sol e não enxergam muito bem. Mesmo assim, Mani diz que considera o albinismo um “presente de Deus”.
 

1. Gêmeas Lucy e Maria


 
Lucy e Maria Aylmer nasceram em janeiro de 1997, e seus pais nunca tiveram problema em saber quem era quem na maternidade. Graças aos genes dos pais, que são caucasianos e jamaicanos, as irmãs bivitelinas receberam características completamente diferentes.

As meninas têm outros três irmãos, que têm o tom de pele que está entre Lucy e Maria. “Estamos em lados opostos do espectro, e eles estão no meio”, diz Lucy ao jornal Mirror.

Hoje com 20 anos, Maria estuda Direito na faculdade Cheltenham enquanto Lucy estuda Arte na faculdade Goucester. “Maria adora dizer às pessoas que ela tem uma gêmea branca, e eu sou muito orgulhosa de ter uma gêmea negra”, diz Lucy.

Esse tipo de caso acontece com a frequência de um em um milhão.
[Didyouknow, Daily Mail]

A estudante Selgal, de Ohio, Estados Unidos, compartilhou fotos íntimas de sua transição de gênero de homem para mulher e as imagen...

💜
2017


A estudante Selgal, de Ohio, Estados Unidos, compartilhou fotos íntimas de sua transição de gênero de homem para mulher e as imagens fornecem informações sobre o que acontece com o organismo durante a terapia de reposição hormonal. Selgal documentou 17 meses do processo.

O processo envolveu a realização de hormônios sexuais e outros medicamentos hormonais. Mostrou características sexuais secundárias que se desenvolvem na puberdade, mas não estão envolvidas na reprodução. Esses medicamentos incluem estrogênios e antiandrogênios (transformações entre homens e mulheres) e andrógenos como a testosterona (do sexo feminino ao masculino).

Em mulheres trans, esta terapia pode distribuir gordura aos quadris, reduzir o tamanho do pênis e testículos, reduzir a massa muscular e aumentar o tamanho do peito e limitar o crescimento do cabelo facial. Para manter os efeitos, as pessoas é preciso continuar a terapia com hormônios durante toda a vida.

“Nunca é tarde demais para mudar quem você é”, disse Selgal descrevendo sua jornada. “A felicidade é real, você só precisa estar disposto a arriscar qualquer coisa para encontrá-la”.
Veja as imagens:

“Me transformei disso em isso em 17 meses”

“Dois anos antes dos hormônios. Um maconheiro total”.
 
“1º mês de hormônios, apenas começou a faculdade. Sempre observando o espelho para ver se noto mudanças. Mas acontece que leva muito tempo para qualquer coisa importante “

 
“3 meses dos hormônios, começando a se sentir melhor. Ainda deprimido, mas finalmente começando a me sentir como eu “

 
“Eu pareço um desses caras no Dateline nesta foi, isso foi 11 meses depois do começo dos hormônios”

Continuo um cara feio.
“Iniciando o segundo ano da faculdade, 12 meses de hormônios”
Na aula, 13 meses de hormônios.
“Meu espelho está sujo, 14 meses HRT”
“Depois de um corte de cabelo muito necessário, 15 meses”
“Selfie do banheiro, 16 meses HRT”
“E esta sou eu hoje (17 meses de HRT), vivendo minha vida feliz com um namorado a quem amo mais do que a vida”
Imagens:Reprodução

São muitas as pessoas que não ligam tanto assim para a vida de um caracol. Mas, para a sorte deste aqui, alguns médicos pensam difer...

Caracol espera pacientemente enquanto veterinário conserta seu casulo rachado

💜
2017


São muitas as pessoas que não ligam tanto assim para a vida de um caracol. Mas, para a sorte deste aqui, alguns médicos pensam diferente e estão dispostos a realizar todos os esforços possíveis para lhe manter saudável.

Uma equipe da HaClinica, um hospital em Tel Aviv, Israel, recentemente se mobilizou para salvar a vida de um caracol que, acidentalmente, foi pisado por uma moradora enquanto transitava por seu quintal.

O casco do animal foi despedaçado e a mulher rapidamente o levou ao centro de emergência mais próximo em busca de ajudá-lo a se recuperar.

O estado era grave e os veterinários mostraram passo a passo como colaram cada pedaço do casulo de volta e restauram essa parte vital do caracol.

Nosso amigo foi salvo a tempo. (Foto: HaClinica/Reprodução)
Ele teve o casulo despedaçado. (Foto: HaClinica/Reprodução)

Foram muitos os esforços para salvar a vida dele. (Foto: HaClinica/Reprodução)”Nós precisamos de uma combinação de paciência com precisão e resina epóxi”, disse uma porta-voz da clínica ao blog israelense From The Grapevine. “Nos esforçamos para a cola ficar no casulo e não penetrar na pele dele”.

Foi utilizada uma resina epóxi para colar os pedacinhos do caso. (Foto: HaClinica/Reprodução)
Após o fim da operação, com o casco totalmente restaurado, o caracol conseguiu voltar a seguir com sua vida.
Nosso amigo agora está bem. (Foto: HaClinica/Reprodução)
No Facebook, a HaClinica  escreveu que podem demorar semanas ou até meses para o animal se recuperar completamente, mas já é possível dizer que ele passa bem.
Agora, vai voltar para sua vida normal. (Foto: HaClinica/Reprodução)