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De acordo com dados do Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil , a população brasileira em...

Pinturas de Ayéola Moore retratam universo de mulheres negras latinas

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2019

De acordo com dados do Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil, a população brasileira em 2009 era de 191 milhões de pessoas, sendo 50 milhões ou um quarto composta por mulheres negras. 

O levantamento, produzido em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), apontou contudo que ainda existem diferenças entre o acesso à educação entre mulheres e homens negros e mulheres negras e brancas.
Mesmo com as disparidades existentes, muito se avançou desde o início dos anos 2000. Atualmente são diversos os exemplos de mulheres negras falando por si e desconstruindo estereótipos, o machismo e o racismo que correm nas veias do Brasil. Como diria a música Travessia, cantada por Milton Nascimento, “solto a voz nas estradas, já não quero parar”. Não querem e não podem. Um destes casos de mulheres determinadas em seguir em frente é o de Ayéola Moore. Nascida em Guadalupe, país com uma grande população negra e ex-colônia da França no Caribe, Ayéola interrompeu seus estudos de direito na França, voltou dançarina por vocação e se tornou pintora por consequência da vida.
Radicada na Bahia há mais de 10 anos ao lado do marido, o escritor cubano Carlos Moore, Ayéola me recebeu em sua casa na capital Salvador. Durante mais de uma hora conversou sobre sua vida como mulher negra, suas impressões acerca da questão racial no Brasil e também sobre a mais nova expressão artística, a pintura, que rendeu inclusive sua primeira mostra individual no Museu Afro-Brasileiro soteropolitano.

Mulher negra, caribenha e com sua primeira mostra no Museu Afro-Brasileiro de Salvador
Mulher, a Força que Move o Mundo é a transformação em arte de suas impressões e anseios sobre a vida das mulheres negras no planeta. Com 24 telas, a mostra leva o público para um passeio em diferentes questões propostas por Ayéola. Por meio de uma linha, a artista percorre um caminho com quadros que tratam de temas como a objetificação do corpo negro feminino, a vitimização e do empoderamento.
“Essa é uma exposição temática. Começa primeiro pela objetificação da mulher, depois vai para o empoderamento da mulher ou seja, quando ela se dá conta. Ela diz basta. Aliás, esse quadro é muito forte, pois se trata de uma agressão mesmo. É um quadro sobre agressão verbal sofrida pela mulher, agressão física sofrida pela mulher e a objetificação da mulher também. Ela está saturada de tudo que está se passando, o racismo, a agressão, a violação. Ela diz basta”, explica ao Hypeness.
Estreando no circuito expositivo, Ayéola conta que nasceu para dançar e que a pintura foi a consequência de um chamado interno. Pintora autodidata, a artista impressiona o público com seus quadros, todos feitos com cores vibrantes e curvas que parecem seguir os passos de uma dança. Suas obras prendem, perturbam e instigam os pensamentos. Sobre o assunto, Ayéola Moore conta que começou sua relação com a tinta e o pincel tarde, aos 53 anos. Tudo em função de um conselho do amigo e ativista pelos direitos dos negros, Abdias do Nascimento, falecido em 2011.

‘Juventude Afrofiada’ — Ayéola Moore
“Eu nasci dançando, mas buscava uma coisa dentro de mim. Até que meu velho amigo Abdias do Nascimento conversou comigo sobre pintura. Eu havia dito a ele que iria pintar e ele falou, Ayéola, você pode pintar, você quer pintar? Pinte! É a primeira vez que estou fazendo uma exposição, a primeira vez que as pessoas fora do meu círculo de amigos vão descobrir que eu sou pintora. Eu comecei aos 53 anos. Faz só 13 anos que estou pintando. Eu trabalhei por isso, não sou dotada.”
Mulher, negra e caribenha, a pintora faz questão de afirmar sua identidade e de oferecer uma visão crítica do machismo e racismo que imperam há séculos no Brasil. Atenta aos direitos das mulheres, em especial das negras, Ayéola Moore enfatiza a importância de manter a ligação com a ancestralidade e de estar consciente do que se é.
“Sou muito atenta aos direitos das mulheres, especialmente ao das mulheres negras. Eu sou uma mulher negra. Além de ser negra, eu descendo de mulheres negras. Pra mim, independentemente do tom da pele, o importante é essa consciência”, ressalta.
Com uma visão otimista, a artista diz acreditar que as coisas estão evoluindo mundo afora e acredita que as mulheres negras estão trilhando um caminho sem volta. Com brilho nos olhos se diz apaixonada pela representatividade da Marcha das Mulheres Negras, realizada em Brasília.
“Quando vi estas jovens que fizeram esta marcha em Brasília fiquei encantada. Eu me disse, ‘meu Deus, sem apoio político, sem nada. Apenas mulheres negras!’. Aqui no Brasil são umas 102 milhões de MULHERES, das quais algo como 51% delas são mulheres negras. Alguma coisa está acontecendo no mundo inteiro. As mulheres negras estão se empoderando”, enfatiza.

Primeira mulher negra e pintora com uma exposição solo no Museu Afro-brasileiro da Bahia, ela acredita que seu trabalho inspira e abre espaço para que outras mulheres também reivindiquem seus lugares de direito.
“Tudo o que você viu na exposição, seja se tratando da diversidade de orientação sexual, seja se tratando das desigualdades de gênero no mundo do trabalho, corresponde a uma lógica de opressão da mulher. Porém, a exposição vai contribuir para os debates em curso sobre as condições de discriminação e de opressão da mulher negra, especificamente. É assim que eu vejo essa exposição — uma outra oportunidade para se falar das mulheres negras. E isso tem um potencial transformador.

Como você o sabe, a pintura é um mundo dominado também pelo masculino. Aqui mesmo na Bahia, eu conheço muito poucas pinturas negras. Quer dizer, é muito importante incentivar as mulheres negras a utilizarem a tela e a tinta para se expressar. Assim, se formaria uma corrente — uma pessoa que incentiva a outra, a outra que incentiva a alguém mais. É uma maneira de conversar entre nós. Assim como se faz na dança — uma dançarina é que incentiva a outra pessoa a dançar. E o hip hop é a linguagem mas característica dessa forma de conversar, pois as palavras viram letras e o corpo e os gestos, são que escrevem as letras,” explica.

Mulher-Objeto-Mulher – Ayéola Moore
Fotos: Divulgação

Se o mundo da publicidade é notavelmente conhecido pelo machismo e sexismo, o que dizer então das propagandas de cerveja, com o costu...

Budweiser repagina anúncios sexistas dos anos 1950 para se adequar a 2019

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2019

Se o mundo da publicidade é notavelmente conhecido pelo machismo e sexismo, o que dizer então das propagandas de cerveja, com o costume histórico de transformar as mulheres em meros objetos sexuais, submissas ao homens? Para desconstruir este tipo de discurso, que já não deveria mais fazer parte do mundo de 2019, a Budweiser decidiu corrigir os anúncios sexistas da década de 1950.

anúncio sexista budweiser 1
A ação é resultado da parceria da marca de cerveja com a #SeeHer, uma campanha que exige retratos iguais, precisos e positivos das mulheres na publicidade. Lançada no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, os novos anúncios mostram mulheres fortes, decididas e, definitivamente, nada submissas.
anúncio sexista budweiser 2
Anúncios reais dos anos 1956, 1958 e 1962 foram recriados pelas ilustradoras Heather Landis, Nicole Evans e Dena Cooper, representando independência, igualdade e realização. No anúncio de 1958, por exemplo, o que vemos é a mulher servindo cerveja ao marido, que está com ferramentas em suas mãos, claramente enfatizando o modelo de homem machão e mulher submissa. Porém, em 2019, os dois tomam cerveja juntos no chão, enquanto comem uma pizza.
Pode parecer simples, mas imagens como estas mudam completamente o papel da mulher na sociedade. Não basta mudar o discurso apenas em casa ou na rua, o mercado também precisa compreender que o mundo está em transformação e que as mulheres não aceitam mais estar na posição de seres fracos, submissos e sem vontades. As ilustrações serão apresentadas em jornais, como New York Times, Chicago Tribune e The LA Times.

O Parque Nacional da Serra da Capivara, que fica no Piauí, ganhou elementos para se tornar ainda mais imponente. Patrimônio da Humani...

Brasil vai ganhar Museu da Natureza dentro do Parque Nacional da Serra da Capivara

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O Parque Nacional da Serra da Capivara, que fica no Piauí, ganhou elementos para se tornar ainda mais imponente. Patrimônio da Humanidade desde 1991, o local vai abrigar o Museu da Natureza. 

Com tudo para ser um dos museus mais interessantes do Brasil (pense na localização), o espaço traça uma linha do tempo da vida. As atrações são divididas por etapas, passando pelo início da matéria, o sistema solar e a formação das placas tectônicas. Por fim, os visitantes poderão entender um pouco mais sobre o período de domínio dos dinossauros e claro, os impactos causados pelo homem na Terra. Destaque para as consequências climáticas.

O Museu da Natureza vai preservar um patrimônio histórico para a humanidade

O Museu da Natureza tem curadoria do produtor e diretor artístico Marcello Dantas. Para completar o passeio inesquecível, foi montada uma exposição com fósseis encontrados nesta parte do Nordeste. São animais empalhados em tamanho real de épocas pré-históricas, como preguiças gigantes, lhamas, ursos e mastodontes. Você vai poder ainda passar por uma espécie de experiência sensorial.

O Brasil ganha um novo espaço de cultura e história

Como se não bastasse, antes de terminar o passeio, é exibido um filme narrado por ninguém menos do que Maria Bethânia. A artista reflete sobre a presença do ser humano na Terra. 

O Museu da Natureza foi projetado em formato de caracol e conta com sistemas de instalações elétricas, hidráulicas e ar-condicionado. Tudo sustentável. O projeto desenhado pelo escritório de arquitetura A. Dell’Agnese Arquitetos Associados, pretende reutilizar a água da chuva que fica armazenada em um tanque de retenção. A inauguração está prevista para 18 de dezembro.

Parque Nacional da Serra da Capivara

O parque foi criado em 1979 e desde então trabalha pela preservação de um dos mais importantes patrimônios arqueológicos do Brasil. Lá, existem pinturas rupestres feita pelo homem há mais de 50 mil anos. Até hoje a mais antiga que se tem notícia no continente americano. 

Assim com o Museu da Natureza, o Parque Nacional foi viabilizado pela determinação da arqueóloga Niéde Guidon, atualmente no comando da Fundação Museu do Homem Americano, instituição responsável pelo manejo do parque.
A cantora Maria Bethânia empresta a voz para um filme sobre a vida do homem na Terra

O Parque Nacional Serra da Capivara está situado na Caatinga, mas dispõe de matas de transição de Cerrado logo ao limite norte. Ali vive a única população que se tem notícia de macacos-prego, que segundo estudos, há 700 anos utilizam pedras e madeira para obter alimentos.  
Fotos: Divulgação

Mais perversa e absurda do que tornar uma praia um espaço privado, somente a hipótese de se vender a praia – e é isso que está acontecen...

Última praia intocada de Balneário Camboriú será leiloada na segunda-feira

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Mais perversa e absurda do que tornar uma praia um espaço privado, somente a hipótese de se vender a praia – e é isso que está acontecendo com Taquarinhas, a última praia intocada do Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O lance inicial do leilão pelos seis lotes da orla de Taquarinhas é de R$ 230 milhões, a serem pagos para a Caixa Econômica Federal, atual “proprietária” do local.


A praia foi à leilão público após ter sido entregue à Caixa Econômica como garantia por um empréstimo por uma construtora paranaense, que iria construir um resort na região, mas não conseguiu autorização. Taquarinha é uma área de preservação permanente, portanto a construção ali não é simples – o prefeito chegou a enviar um ofício à Caixa, propondo transformar o local em um parque ambiental.

 


O Balneário já vem sendo deformado com a construção de diversos arranha-céus à beira da areia, para venda de apartamentos para veranistas, provocando imensas sombras sobre a praia, acabando com a paisagem e criando corredores de vento entre prédios em ruas estreitas.

A zona de sombra nas praias de Camboriú

A venda da praia de Taquarinha será, portanto, mais um forte golpe contra o meio-ambiente na região, privatizando e provavelmente construindo sobre o último oásis intocado no litoral catarinense. Na Assembleia Legislativa projetos para proteger a praia seguem correndo, mas o leilão seguia marcado para a próxima segunda-feira, dia 18.

EDIT: Na sexta-feira, dia 15, às vésperas do evento, a Caixa Econômica Federal confirmou a suspensão do leilão. Os motivos para o cancelamento ainda não foram divulgados.

© fotos: divulgação

Especialista em fotografias da natureza, o australiano Sean Scott não imaginava que ao chegar na lendária costa de Red Bluff – na Au...

A série de fotos que mostra a ‘invasão’ de mais de 200 tubarões em praia de surf na Austrália

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Especialista em fotografias da natureza, o australiano Sean Scott não imaginava que ao chegar na lendária costa de Red Bluff – na Austrália, se depararia com uma cena dessas. Quando estava montando seu acampamento junto de sua família, percebeu que o mar havia sido invadido por mais de 200 tubarões, que nadavam junto aos surfistas. Esta série jamais seria possível sem a ajuda de um drone, que pôde capturar este momento único e surreal.

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Decidido a fotografar os surfistas nas imensas ondas australianas, apesar do resultado ter sido completamente diferente do esperado, ele comemora. A gigantesca mancha preta no mar, era um cardume com milhões de pequenos peixes, que serviram de isca para atrair os tubarões. Nestas horas precisamos agradecer à cadeia alimentar, pois se não fossem os peixinhos, os surfistas provavelmente não teriam saído vivos da água.

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Abandonando completamente a tarefa de montar sua barraca, o fotógrafo conta que passou mais de 2 horas seguidas pilotando seu drone, capturando estas belas imagens, que mostram a força da natureza e o respeito entre seres humanos e animais. Qual é a sua preferida?

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Fotos: Sean Scott

  Se hoje nós temos a facilidade de viajar de diversos meios de transporte diferentes, antigamente uma das poucas maneiras possíveis ...

Viaje com estas 20 pinturas de navios imaginários

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Se hoje nós temos a facilidade de viajar de diversos meios de transporte diferentes, antigamente uma das poucas maneiras possíveis era através de navios. Hoje, mesmo que eles continuem a existir, esses imensos objetos ainda fazem parte de nosso imaginário, com aquelas viagens fantásticas que percorriam os quatro cantos do mundo, na mais completa aventura. Por isso, o artista lituano Modestas Malinauskas, tem dedicado seu tempo a fazer pinturas a óleo de navios, dos mais simples, aos mais surreais.

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O ex bombeiro, diz que todas as suas pinturas vão surgindo naturalmente de seu inconsciente. Apaixonado por história, para ele o desenho é uma maneira de exprimir o que as palavras não conseguem: Minha inspiração vem de viajar e experiências diferentes na minha vida. O que vejo e o que sinto fica comigo e exprimo-o com óleo sobre tela“.
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Sua arte é delicada e exige tempo e paciência, já que cada tela possui diversas camadas de tinta, que precisam secar, para depois receber a próxima. Se alguns navios são coloridos e psicodélicos, outros parecem terem vindo diretamente de um filme de terror, mas é exatamente isso que faz dela ser tão incrível e instigante.
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