Para protestar contra uma lei da década de 40, ativistas libanesas penduraram , no último sábado, 31 vestidos de noiva ao longo da ...

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2017

Mulheres libanesas penduram vestidos de noiva pra protestar contra lei que permite que estupradores se casem com as vítimas

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Para protestar contra uma lei da década de 40, ativistas libanesas penduraram, no último sábado, 31 vestidos de noiva ao longo da costa do Beirute – um para cada dia do mês. 

Segundo Alia Awada, da ONG Abadd, o número de dias destaca a realidade diária de uma mulher estuprada e forçada a casar com seu estuprador. “Todos os dias uma mulher pode ser estuprada e forçada a se casar com seu estuprador“, disse.

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Os vestidos, de papel, foram criados pela artista Mireille Honein, e fazem parte de uma campanha contra o artigo 522, que permite estupradores a se casarem com a vítima para escapar da punição legal para o crime. Segundo dados, uma em cada três mulheres no mundo vive alguma forma de violência sexual ou física, sendo que 70% delas são de um parceiro íntimo.

Os protestos ocorrem por conta de uma votação que irá acontecer no próximo dia 15 de maio, onde deputados irão decidir se a lei deve ser abolida ou não. “Este Artigo 522 é da idade da pedra. Como podemos aceitar que uma mulher seja estuprada e depois vendida para viver em uma prisão?”, disse Jean Oghassabian, ministro do Líbano para Assuntos da Mulher, à AFP.

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Se o resultado da votação for favorável, o Líbano irá se juntar a uma série de países que tomaram medidas contra leis igualmente prejudiciais, como a Costa Rica (2007), o Uruguai (2006), a Romênia (2000), o Perú (1998) ), a França (1994), a Itália (1981), o Egipto (1999) e o Marrocos (2014).

Mas, infelizmente, muitos países ainda mantêm disposições legais que permitem que os estupradores fiquem impunes casando com suas vítimas, são eles: Argélia, Bahrein, Iraque, Kuwait, Líbia, Palestina, Síria e Tunísia.

Imagens © Divulgação/AFP/Getty/AP/REX/Shutterstock


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