Desde sempre as drogas serviram como inspiração para obras em quase todas as artes, e na literatura não foi diferente. Junkie , de W...

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2017

‘Drogadictos’, o livro escrito por 12 autores acerca dos efeitos, vícios e viagens de diferentes drogas

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Desde sempre as drogas serviram como inspiração para obras em quase todas as artes, e na literatura não foi diferente. Junkie, de William Burroughs (e boa parte de sua obra), Medo e delírio em Las Vegas, de Hunther S. Thompson, Confissões de um comedor de ópio, de Thomas de Quincey, Paraísos Artificiais, de Charles Baudelaire, Sobre o Haxixe e outras drogas, de Walter Benjamin, As Portas da Percepção, de Aldous Huxley, e tantos outros se basearam em experiências com drogas, vícios, alucinações e aventuras.

O mais recente livro a ser incluído em tal lista é Drogadicto (dependentes de drogas), um livro reunindo doze autores espanhóis e latino-americanos, cada um se dobrando sobre uma droga, seus efeitos, vícios, consequências e/ou viagens.
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O livro reúne os espanhóis Juan Gracia Armendáriz (escrevendo sobre maconha), Juan Bonilla (ecstasy), Lara Moreno (ópio), Sara Mesa (mescalina), Marta Sanz (lorazepam), Manuel Astur (LSD), Javier Irazoki (tabaco) e José Ovejero (sexo – sim, tratado como uma viciante droga em potencial). Juntam-se aos autores espanhóis o peruano Richard Parra (crack), o mexicano Mario Bellatin (talidomida), o colombiano Andrés Felipe Solano (álcool) e o também mexicano Carlos Velázquez (cocaína).

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O livro busca aproximar-se dos temas a partir dos mais diversos ângulos, sem moralismos ou preconceito – eventualmente com diversão, um tanto de reflexão, e certos pontos trágicos.

ICULT TABACO 

Drogadictos é ilustrado por Jean-François Martin, colaborador de grandes publicações como Le Monde, The Guardian e o New York Times. Mesmo não se tratando de um novo tema, as drogas permanecem um universo agudo, contendente e relevante – e uma boa escrita que pegue carona na vertigem tanto da importância do tema quanto no potencial imaginativo e ilustrativo do próprio efeito da substância sempre será instigante para o leitor e importante para um melhor e mais livre entendimento da própria humanidade – que nunca existiu sem que, junto, existissem as drogas.

ICULT TABACO
Todas as imagens © Jean-François Martin


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