Separados por um mundo de distância, mas unidos por uma experiência em comum. É o que acontece entre refugiados da Segunda Guerra Mund...

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2017

Refugiados da II Guerra enviam cartas tocantes e de esperança para crianças refugiadas de hoje

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Separados por um mundo de distância, mas unidos por uma experiência em comum. É o que acontece entre refugiados da Segunda Guerra Mundial que vivem hoje nos Estados Unidos e crianças sírias que estão atualmente refugiadas em países vizinhos. Agora, a iniciativa de uma ONG promete fazer com que estes caminhos se cruzem.

O grupo humanitário CARE foi criado como uma instituição de caridade para ajudar os refugiados da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Recentemente, os integrantes da instituição perceberam que a experiência passada por aqueles que eles haviam ajudado anteriormente poderia ser compartilhada com crianças e adolescentes que vivem uma situação similar devido aos conflitos na Síria.


Assim nasceu o projeto Letters of Hope (Cartas de Esperança, em tradução livre), que conectou esses dois mundos através de cartas, enviadas junto a presentes simbólicos aos refugiados como uma maneira de lembrá-los de que ainda existe esperança. Algumas das histórias são incrivelmente similares, como a do médico Joe Wernicke, que escreveu para o Shadi, um menino de 12 anos que sonha em estudar medicina.

Confere só algumas histórias emocionantes por trás destas cartas:
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Nascido na Prússia e refugiado em Chicago, nos Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial, Gunter Nitsch  tem 78 anos e escreveu uma carta contando sua experiência ao menino sírio Zaher, de apenas 8 anos.
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Um dos trechos da carta diz: “Não importa o quão ruins as coisas possam parecer, há boas pessoas no mundo que podem fazer tudo melhor.

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Zaher lê a carta junto com sua família no apartamento onde vivem, em Irbid, na Jordânia.

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Nunca é fácil deixar a própria terra“, diz a carta de Helga Kissell, que teve que sair de Berlim para se refugiar na Bavária aos 16 anos. Outro trecho aconselha: “Sempre lembre-se dos bons tempos e aguarde pelo que o futuro poderá trazer.

A carta foi recebida pela jovem síria Sajeda, de 16 anos.

Após se tornar refugiada aos 7 anos e dar a volta por cima, Renata Senter escreveu uma carta contando sua experiência para a jovem Duha: “Eu gostaria de conhecer você e espero que eu possa ajudá-la de alguma forma a conquistar seus objetivos“.
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Aos 12 anos, Shadi, que sonha em ser médico, também recebeu uma carta de um refugiado da Segunda Guerra Mundial. “Agora pode parecer que você nunca chegará a escola para se tornar um médico. Mas continue trabalhando nisso e as coisas podem acontecer. Eu sei, porque me tornei médico“, escreveu Joe Wernicke, aos 67 anos.


O projeto permite que qualquer pessoa envie uma mensagem aos refugiados sírios, clicando aqui. As mensagens escolhidas serão traduzidas para o árabe e enviadas para crianças refugiadas. 

Todas as fotos © Carey Wagner/CARE


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