10 novas espécies fascinantes que acabamos de descobrir Sim, muitas espécies animais estão em perigo de extinção, mas também est...

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2017

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10 novas espécies fascinantes que acabamos de descobrir



Sim, muitas espécies animais estão em perigo de extinção, mas também estamos constantemente descobrindo novas. Estas descobertas refletem a incrível biodiversidade do planeta, da qual conhecemos muito pouco – estima-se que 10 milhões de espécies ainda estejam esperando para ser encontradas pela Terra afora.

10. Cheirogaleus andysabini

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Nos últimos anos, uma adorável nova espécie de lêmure foi identificada no Parque Nacional de Montagne d’Ambre em Madagascar. Apelidado de lêmure anão de Andy Sabin (Cheirogaleus andysabini) em homenagem ao filantropo Andy Sabin, o animal é aproximadamente do tamanho de um esquilo e ostenta uma longa cauda de cerca de 26 a 27 centímetros.O primata foi visto pela primeira vez em 2005, mas só foi confirmado como uma nova espécie após análise genética em 2015.

Surpreendentemente, é o 23º lêmure a ser descoberto em Madagascar por cientistas desde 1999. Infelizmente, mais de 90% de todas as espécies de lêmures estão em risco de extinção e essa espécie não é nenhuma exceção, provavelmente, já que seu habitat está ameaçado pela propagação de agricultura e crescimento urbano.

9. Rhinopithecus strykeri

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Rhinopithecus strykeri é um macaco de Mianmar e uma das 211 novas espécies recentemente identificadas nos Himalaias. Caçadores contaram aos pesquisadores sobre a existência desse animal em 2010, o que levou uma equipe da Fauna & Flora International (FFI) a rastrear e documentar a estranha espécie.
Esse macaco tem a pelagem quase inteiramente preta com as orelhas, barba e queixo brancos. Também tem uma cauda relativamente longa, aproximadamente 140% do seu comprimento corporal. Sua característica mais marcante é o nariz arrebitado quase inexistente. Os locais afirmam que isso faz com que os macacos sejam fáceis de encontrar quando chove, uma vez que as gotas de água caem em seus narizes e os fazem espirrar. Para evitar isso, os macacos se sentam com as cabeças entre os joelhos durante tempestades.


A população total de Rhinopithecus strykeri é estimada provisoriamente em cerca de 260 a 330 indivíduos. Com seu habitat ameaçado pela extração de madeira e caça, o animal já foi adicionado à lista da União Internacional para a Conservação da Natureza de espécies criticamente ameaçadas de extinção.

8. Chelonoidis donfaustoi

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Seria difícil não ver uma tartaruga gigantesca e lenta, mas uma espécie recentemente descoberta nas Ilhas Galápagos habilmente evitou a detecção por mais de um século. Como? Se parecendo quase exatamente com outra espécie de tartaruga gigante e lenta que vive na mesma ilha.

Desde o início de 1900, as tartarugas gigantes na ilha de Santa Cruz foram assumidas como sendo da mesma espécie: Chelonoidis porteri. No entanto, o pesquisador Tom Fritts notou que parecia haver dois grupos distintos e pediu a bióloga evolucionista Adalgisa Caccone, da Universidade Yale, para investigar. Em 2015, a equipe de Cascone revelou que as tartarugas no lado leste da ilha eram geneticamente distintas das tartarugas do lado oeste. Na verdade, ambos os grupos eram mais intimamente relacionados com tartarugas de diferentes ilhas do que uma com a outra.

Isso gerou um problema: qual tartaruga era a verdadeira Chelonoidis porteri e qual era a nova espécie? Para piorar a situação, o espécime original de Chelonoidis porteri localizado em um museu se revelou um híbrido extremamente incomum das duas espécies. No final, especialistas em DNA decidiram que a tartaruga do lado oeste tinha maior ligação com o animal original e a do lado leste foi renomeada Chelonoidis donfaustoi em homenagem a um lendário guarda florestal local, Fausto Llerena Sanchez.

7. Channa andrao

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Outra das novas espécies encontradas no Himalaia, Channa andrao é um peixe com dentes afiados, um gosto por sangue e a capacidade de deslizar em terra por quase 500 metros.
Apelidado de “Peixezilla” pela National Geographic, esse pesadelo foi encontrado no pântano de Lefraguri da região oeste de Bengala em 2013. Embora relacionado com outra espécie de peixe-cabeça-de-cobra, foi facilmente identificado como um animal distinto graças a seu padrão de cor único e a falta de barbatanas pélvicas.

Acredita-se que seja um predador agressivo, escondendo-se na parte inferior do pântano antes de se lançar para cima para arrebatar presas que estejam passando por seu caminho. Curiosamente, Channa andrao e outros peixes “primitivos” precisam respirar ar. Se eles não podem alcançar a superfície, sofrem com falta de oxigênio e morrem. A vantagem é que eles podem sobreviver em terra por até quatro dias, o que lhes permite deslizar entre lagoas como uma serpente desajeitada.

Perturbadoramente, o relatório oficial da Federação Mundial para a Natureza sobre as espécies descobertas no Himalaia Oriental afirmava que Channa andrao podia crescer até 1,2 metros de comprimento. Felizmente, este parece ser um erro de digitação: ao que tudo indica, o animal alcança 12 centímetros, o que o torna um pouco menos assustador.

6. Ampulex dementor

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Uma nova espécie de vespa descoberta no Delta do Rio Mekong do Sudeste Asiático é tão aterrorizante que foi oficialmente nomeada Ampulex dementor, em relação aos monstros sugadores de alma da saga Harry Potter. Porém, o nome foi escolhido pelos visitantes do Museu de História Natural de Berlim, e por isso pode ser um pouco dramático demais.

A vespa ainda assim é bastante assustadora. Atingindo até 10 centímetros de comprimento, ela ataca baratas transformando-as em “zumbis”. Quando mergulha seu ferrão no abdômen do bicho, injeta um veneno que bloqueia a capacidade da barata de processar o neurotransmissor octopamina, fazendo-a perder o controle sobre a sua mobilidade e seguir submissamente a sua atacante. A vespa então utiliza suas antenas para guiar o asqueroso animal para um local seguro onde pode devorá-lo.

Infelizmente, o Delta do Mekong é considerado um dos ambientes mais ameaçados do mundo e grupos mundiais de conservação alertam que podemos não ter muito tempo para salvar as pequenas dementadoras cada vez mais ameaçadas da extinção.

5. Etmopterus benchleyi

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O Etmopterus benchleyi foi nomeado de “tubarão lanterna ninja” pelos dois primos de oito anos da pesquisadora Vicky Vasquez.

O animal definitivamente merece o seu nome legal. Ele cresce até 50 cm de comprimento e é a primeira espécie de tubarão lanterna a ser descoberta ao largo da costa do Pacífico da América Central.


Como seus parentes, a nova espécie pode brilhar no escuro através de pequenos órgãos chamados fotóforos. No entanto, enquanto outros tubarões lanterna têm fotóforos por toda a sua barriga, o novo tubarão tem um número menor deles concentrados em sua cabeça, de forma que não brilha tanto quanto outras espécies. Isso, combinado com a sua aparência elegante e movimentos furtivos, rendeu-lhe o apelido de ninja.

4. Metoposaurus algarvensis

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Um fóssil de anfíbio do tamanho de um carro pequeno com centenas de dentes afiados foi encontrado recentemente pelo cientista da Universidade de Edimburgo Steve Brusatte. O bicho, que lembra uma salamandra gigante, habitou a Terra 200 milhões de anos atrás.

Nomeado Metoposaurus algarvensis pela sua descoberta na região do Algarve, em Portugal, o antigo anfíbio viveu em lagos e rios durante o período Triássico. Embora relacionado com salamandras modernas, Metoposaurus algarvensis era mais como um crocodilo, se alimentando principalmente de peixes, mas também de qualquer dinossauro que surgisse muito perto da água pantanosa onde se escondia.

De acordo com Brusatte, anfíbios monstruosos como essa salamandra eram comuns na época, mas “morreram em uma extinção em massa cerca de 201 milhões de anos atrás”, quando os continentes se separaram.

3. Pristionchus borbonicus

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 Em 2016, cientistas do Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento anunciaram que tinham descoberto uma nova espécie de verme na Ilha da Reunião, no Oceano Índico. Numa estranha reviravolta, os cientistas inicialmente assumiram que tinham descoberto cinco espécies, até que o sequenciamento genético revelou que todos os exemplares eram de uma única espécie com cinco rostos diferentes.

Especificamente, os vermes tinham cinco formas de boca distintas. Uma vez que a boca é uma característica constitutiva do animal, essencialmente os vermes pareciam todos diferentes. Os pesquisadores mais tarde perceberam que a espécie podia simplesmente desenvolver cinco bocas diferentes com base no nicho específico que ocupava no ecossistema local. Algumas são melhores para o consumo de levedura, enquanto outras são projetadas para se alimentar de bactérias.
Nomeado Pristionchus borbonicus, o verme representa um exemplo extremo de divergência evolutiva dentro de uma espécie. Os cientistas ainda não têm certeza de como isso aconteceu, porém, de maneira que estão planejando uma viagem de acompanhamento para estudar mais o animal.

2. Limnonectes larvaepartus

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No verão de 2014, o herpetologista Jim McGuire estava na ilha indonésia de Sulawesi quando avistou um sapo estranho. Quando o pegou, o animal “esguichou girinos” por toda a sua mão. Naturalmente, McGuire ficou encantado. Afinal, nenhum outro sapo conhecido pela ciência dá à luz a girinos vivos, o que torna esse anfíbio uma nova espécie única.


Nomeado Limnonectes larvaepartus, o sapo dá à luz girinos diretamente em piscinas de água profundas na floresta tropical. Na maioria das outras espécies, a fêmea põe os ovos e o macho os fertiliza rapidamente. Algumas raras espécies dão à luz a girinos que já passaram por uma fase modificada, mas ainda em uma cápsula de ovo. Limnonectes larvaepartus é a única espécie conhecida que dá à luz a girinos em si.

1. Homo naledi

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Hoje em dia, o Homo sapiens é a única espécie de humanos curtindo a vida na Terra. Mas não foi sempre esse o caso. Os cientistas anunciaram recentemente a descoberta de uma nova espécie de hominídeo, em um sistema de cavernas sul-africano conhecido como Rising Star.

15 esqueletos parciais de homens e mulheres de diferentes idades foram achados. A espécie foi chamada de Homo naledi e formalmente descrita por uma equipe de cientistas internacionais em setembro de 2015. 

O Homo naledi tem muitas características semelhantes aos humanos modernos, incluindo a forma do crânio, dentes pequenos, pernas longas e pés quase inteiramente modernos. Por outro lado, tem um pequeno cérebro (do tamanho de um gorila), ombros parecidos com o de macacos e dedos primitivos. Especialistas acreditam que a espécie pode ser o primeiro exemplo do gênero Homo, tendo vivido na África até três milhões de anos atrás.

A descoberta é ainda mais notável porque os esqueletos estavam agrupados profundamente dentro do sistema de cavernas. Isso sugere que o Homo naledi pode ter usado o local como uma câmara funerária, talvez ao longo de gerações. Esse comportamento ritual de eliminação cerimonial dos mortos só tinha sido associado anteriormente a hominídeos posteriores, dos últimos 200.000 anos. [Listverse]


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